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2022

  • Em janeiro, foi dada a ordem de serviço para o início de estudos técnicos multidisciplinares, elaboração da revisão e atualização do Plano Diretor Suape 2030. A iniciativa tem por objetivo revisitar todo o planejamento físico-territorial e estratégico da empresa frente às novas demandas de mercado e aos desafios impostos pelo atual cenário econômico. O investimento total do projeto é de R$ 6,8 milhões, preço vencedor do certame. Nos dias 10 e 11 de agosto, ocorreram as primeiras oficinas de diagnóstico do documento, com a participação da sociedade civil, ocasião em que foram iniciados os primeiros debates em torno da revisão e atualização do Plano Diretor.
  • Desde janeiro, as 600 famílias da comunidade do Engenho Massangana, localizada no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife, contam com espaço multifuncional novinho em folha para incentivo à leitura e realização de cursos para capacitação dos moradores da região. A Estação Compartilhar Massangana, como o equipamento foi batizado, inclui, entre outros espaços, biblioteca, sala de informática com internet gratuita e cozinha-escola. A obra e a aquisição dos equipamentos foram custeadas por Suape, dentro da política de crescimento sustentável, que prevê melhorias na qualidade de vidas das populações do território. 
  • Em fevereiro, a comunidade portuária e a população em geral passaram a dispor, na palma da mão, de nova ferramenta com as principais informações sobre o Complexo Industrial Portuário de Suape. Produzido pela Diretoria de Planejamento e Gestão da empresa, o App Suape reúne informações sobre tráfego marítimo, operações portuárias, projetos socioambientais, relação das empresas instaladas no território, além de notícias da estatal e uma gama de outros elementos disponíveis no site oficial.
  • Ainda em fevereiro, Suape deu mais um importante passo para garantir a sustentabilidade do território e de 8 municípios próximos, contribuindo para minimizar o aquecimento global. O primeiro contrato trata-se de um inventário que quantificará o estoque de carbono na Zona de Preservação Ecológica. Já o segundo, chamado de Compliance Climático, prevê várias ações, a exemplo da mensuração da emissão de gases de efeito estufa nos 8 municípios do território estratégico da estatal (Cabo de Santo Agostinho, Escada, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Sirinhaém, Ribeirão e Rio Formoso).
  • Também em fevereiro, a Aché anunciou novo calendário para conclusão da segunda etapa de implantação da unidade pernambucana. A nova unidade está com as obras em ritmo acelerado e será destinada à fabricação de medicamentos. Quando estiver completa, a planta vai produzir, embalar e distribuir remédios para todo o Nordeste. Com a segunda etapa, a planta de Suape passará a produzir os medicamentos sólidos, gerando mais 3 mil novos empregos. O investimento é de R$ 292 milhões nesta fase. O projeto completo, com previsão de conclusão para o final de 2022, totaliza mais de R$ 800 milhões em investimentos.
  • Em março, o consórcio SUA Granéis, formado pelas empresas Agemar, Loxus e Marlog, tornou-se o novo arrendatário do Terminal de Granéis Sólidos de Suape (TGSS) e vai explorar o equipamento por um período de 25 anos. O TGSS está localizado na retroárea do Cais 5, em um espaço de 72 mil metros quadrados. O projeto deverá render, nos próximos meses, investimentos da ordem de R$ 59,8 milhões ao atracadouro pernambucano. O espaço foi projetado para movimentar e armazenar granéis vegetais e minerais, e carga geral.
  • Também em março, Suape deu início à terceira e última etapa das obras de recuperação do molhe do atracadouro, que serve como barreira de proteção para cais e píeres, onde são realizadas as operações de carga e descarga de mercadorias. A intervenção faz parte de um pacote de obras para ampliar a segurança da infraestrutura portuária. A obra do molhe deverá ser concluída no primeiro semestre do próximo ano e o valor do investimento nesta última etapa é de R$ 37 milhões. As fases anteriores foram concluídas com investimentos de R$ 24,3 milhões. 
  • Ainda em março, o contrato firmado pela estatal com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) começou a render os primeiros frutos. No segundo dia da Intermodal South America, que aconteceu na São Paulo Expo, na capital paulista, foram apresentados os primeiros subsistemas do Sistema Operacional dos Terminais - TOS (sigla em inglês) do Porto de Suape, no estande de Suape. Trata-se de uma ferramenta de última geração que vai integrar em uma única plataforma todos os processos das operações no porto, aumentando, consideravelmente, a produtividade e o controle sobre o tráfego marítimo. E tudo isso em tempo real, atuando conjuntamente com o sistema de geoprocessamento da empresa.
  • Em maio, o Porto de Suape e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio de convênio de cooperação técnica, anunciaram a instalação da Estação Suape-UFRPE de Sustentabilidade (Esus). O acordo trata da implantação de uma unidade de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da instituição de ensino superior no prédio sede da estatal portuária. A parceria tem como meta fortalecer a criação de soluções para temas complexos nas áreas de engenharia, tecnologia ambiental, biotecnologia, agroecologia e responsabilidade social, além de ações para redução de custos no desenvolvimento de projetos.
  • Também em maio, foi anunciado que um trecho de 9,7 quilômetros entre o entroncamento da BR-101 com a Rota do Atlântico (PE-09) e a porção leste da Ilha de Tatuoca, será alvo de estudos para adequação e atualização do projeto executivo do acesso ferroviário do atracadouro pernambucano à Ferrovia do Sertão. O ramal viabilizará a instalação de um terminal de minério na Ilha de Cocaia, para escoamento da produção de jazidas localizadas em Curral Novo, no Piauí, a 703 quilômetros do porto. O empreendimento está previsto no Plano Diretor da estatal. O prazo de execução do contrato é de 300 dias. O investimento neste projeto executivo, para viabilização desta importante etapa de implantação da ferrovia no território de Suape, é de R$ 5.270.000,00.
  • Outro anúncio importante em maio foi o da Blau Farmacêutica, uma das principais indústrias de medicamentos hospitalares de alta complexidade da América Latina, confirmando Pernambuco como destino para implantar seu projeto de expansão industrial no Brasil. A área em avaliação está situada no Complexo de Suape e terá capacidade para atender o mercado interno e externo. A empresa estima investimento de até R$ 1 bilhão e geração potencial de mais de 1.000 empregos diretos. As obras estão previstas para começar ainda no 1º semestre deste ano. O empreendimento vai gerar 1.400 postos de trabalho.
  • Em junho, o Complexo Industrial Portuário de Suape firmou um convênio de encadeamento produtivo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PE) (14), para desenvolver ações para estruturação de negócios no Cabo de Santo Agostinho e em Ipojuca, com a finalidade de formar fornecedores para as empresas do território estratégico. A assinatura aconteceu durante o Suape Conecta 2022, no auditório do Cais do Sertão, no Bairro do Recife. O evento foi idealizado para otimizar o relacionamento da estatal portuária com as empresas instaladas no complexo e entorno. A oportunidade serviu para apresentar as ações e plataformas corporativas implantadas na região aos representantes das corporações, de forma a possibilitar a geração de novos negócios em sintonia com o equilíbrio socioambiental. Na ocasião, também houve o lançamento do Relatório de Sustentabilidade GRI 2021 (sigla em inglês para Global Reporting Initiative).
  • Também em junho, o Porto de Suape lembrou o Dia Mundial do Meio Ambiente com o plantio de mudas e o anúncio de projeto de restauração florestal de 170 hectares da Zona de Preservação Ecológica (ZPEC). Com esta nova área, a empresa contabilizará o plantio de cerca de 2.700.000 (dois milhões e setecentas mil) mudas de 78 espécies do bioma.
  • Ainda no mês de junho, a empresa foi um dos destaques da 3ª edição do Prêmio Portos + Brasil. Suape venceu a categoria Execução de Investimentos Planejados, ficando à frente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), e da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). A honraria foi concedida pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), ligada ao Ministério da Infraestrutura. O atracadouro pernambucano também alcançou a segunda posição no Ranking do Índice de Gestão da Autoridade Portuária, atrás de EMAP e APPA, que empataram e venceram conjuntamente a categoria.
  • Em julho, o Porto de Suape recebeu o maior porta-contêineres da sua história. Trata-se do MSC New Haven, embarcação de bandeira portuguesa que chegou ao atracadouro pernambucano para descarregar 391 contêineres no Tecon Suape. É o navio de maior comprimento já recebido por Suape, com 333,99 metros de comprimento. Tem também 42 metros de largura e capacidade de transportar até 8.463 TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés).
  • Também em julho, a Volkswagen do Brasil voltou a utilizar o Porto Suape para otimização logística no Nordeste. O atracadouro pernambucano recebeu o primeiro lote, cerca de 60 unidades – modelo Taos, da Argentina. As operações da Volkswagen no complexo vão movimentar cerca de 2 mil veículos da marca por ano e envolvem cerca de 30 profissionais, entre estivadores, amarradores, motoristas, coordenadores e agentes de navio e de solo. Assim que desembarcam, os veículos são inspecionados e transferidos para um centro de distribuição localizado a 15 km do atracadouro.
  • No dia 20 de julho, a K-Line e a Nexus realizaram a maior operação de transbordo de veículos da história do Porto de Suape. Do total de 2.080 veículos movimentados na operação do navio California Highway, de bandeira panamenha, 1.538 passaram por transbordo. Esse é o nome dado ao processo pelo qual as mercadorias entram no território aduaneiro de um país, são transferidas para outro navio e depois deixam o porto em direção a um novo destino. Em outras palavras, é a transferência direta de mercadoria de uma embarcação para outra, fazendo uma espécie de pit-stop. Nessa operação específica, os veículos oriundos da Argentina aguardaram embarque no Pátio Público de Veículos (PPV) antes de seguir, em outro navio, para os portos de Veracruz (México) e Cartagena (Colômbia), na América do Norte e do Sul, respectivamente. Desde novembro do ano passado, as duas empresas implantaram um novo hub de veículos no Porto de Suape.
  • Ainda em julho, a CTG Brasil anunciou o hub de hidrogênio verde no Porto de Suape, em parceria com Senai e Governo de Pernambuco. A proposta do TechHub Hidrogênio Verde é promover o desenvolvimento de soluções inovadoras com foco no combustível do futuro. A iniciativa concentrará em Suape a implementação de projetos inovadores focados na produção, transporte, armazenamento e gestão de hidrogênio verde (H2V). Juntos, os projetos receberão inicialmente investimentos de até R$ 45 milhões. As propostas foram selecionadas na chamada pública “Missão Estratégica Hidrogênio Verde”, promovida pelo Departamento Nacional do Senai e pela CTG Brasil.  O edital, cujo resultado foi divulgado em fevereiro passado, previa aporte de R$ 18 milhões nas soluções mais inovadoras aptas a gerar negócios relacionados ao combustível do futuro. Essa iniciativa faz parte da estratégia de investimento em P&D+ inovação da CTG Brasil alinhada ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento regulado e promovido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). 
  • Em agosto, a Justiça de Ipojuca confirmou a APM Terminals, empresa do grupo da A.P. Moller - Maersk, como a vencedora oficial do leilão judicial para a aquisição de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI-B Cais Sul) do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no Porto de Suape. Pela proposta, a APM Terminals, no contexto da recuperação judicial do EAS, adquiriu a área para desenvolver e operar um terminal de contêineres e carga geral. Segundo informou o grupo, a APM Terminals planeja investir cerca de R$ 2,6 bilhões no novo terminal de contêineres e iniciar as operações com capacidade inicial de 400 mil TEUs, agregando 55% mais capacidade ao complexo portuário. É esperado que o terminal opere em sua totalidade até o fim de 2025.
  • O Complexo Industrial Portuário de Suape entregou, no dia 23 de agosto, 100 dos 300 quintais ecoprodutivos para famílias residentes no território estratégico da estatal. Na primeira etapa do projeto Quintais Ecoprodutivos, lançado em outubro de 2021, foram beneficiadas famílias de Sirinhaém, Ipojuca e no Cabo de Santo Agostinho. O projeto vem sendo desenvolvido em parceria com a Cáritas Brasileira Regional NE 2. A entrega faz parte de um programa socioambiental da empresa que tem como objetivo garantir a segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade social com a implantação de negócios sustentáveis e inclusivos na região, que ajudem diretamente na produção de alimentos para consumo próprio e na geração de renda com a comercialização do excedente. Os 200 quintais restantes deverão beneficiar famílias também residentes em Escada, Ribeirão, Rio Formoso e Moreno. O investimento total é de R$ 2,7 milhões. 
  • No final do mês de agosto, Suape anunciou a publicação do chamamento público para empresas interessadas no arrendamento de área no Complexo destinada à instalação de uma planta industrial produtora de hidrogênio verde (H2V). O investimento total estimado é de aproximadamente US$ 3,5 bilhões, com 1 GW (gigawatt) de capacidade de eletrólise e área de 72,5963 hectares. O arrendamento será por 25 anos, sendo possível prorrogação por igual período. O chamamento foi publicado no Diário Oficial do Estado e o edital está disponível no site do atracadouro. A área situa-se fora da poligonal do Porto Organizado, sendo administrada diretamente pela estatal portuária.
  • Em setembro, a APM Terminals, subsidiária do Grupo A. P. Moller-Maersk, de origem dinamarquesa, anunciou a instalação de um Terminal de Uso Privado (TUP) no Complexo Industrial Portuário de Suape. Com o início das obras até o final do próximo ano e operação prevista para começar em 2026, o novo terminal de contêineres representa um investimento de R$ 2,6 bilhões, gerando cerca de 350 postos de empregos diretos. A capacidade inicial de movimentação do TUP da APM Terminals será de 400 mil TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. Mas pode ultrapassar a marca de 1,3 milhão de TEUs anuais, aumentando exponencialmente a liderança regional de Suape nesse tipo de carga.
  • A instalação de um Terminal de Granéis Sólidos Minerais foi um outro grande anúncio feito em setembro pelo Complexo Industrial Portuário de Suape. Na modalidade de Terminal de Uso Privado (TUP), o empreendimento será operado pela empresa Planalto Piauí Participações e Empreendimentos S.A., integrante do grupo Bemisa Brasil Operação Mineral S.A., mineradora autorizada pelo governo federal a implantar e explorar a Ferrovia do Sertão (EF233), nos 717 quilômetros entre Curral Novo (PI) e o porto pernambucano. Para a construção do terminal será investido R$ 1,5 bilhão, com a estimativa de movimentar anualmente 13,5 milhões de toneladas de minério de ferro. A obra, que tem previsão de início para o ano de 2025, vai gerar mais de 3 mil empregos, entre diretos e indiretos. Durante a operação, serão 400 empregos. O terminal está localizado dentro dos limites da Zona Industrial Portuária (ZIP), na Ilha de Cocaia, e o sistema logístico, viabilizado a partir da implantação do empreendimento, apresenta-se como alternativa à conclusão da Ferrovia Transnordestina até o Porto de Suape.
  • O mês de outubro começou com o anúncio da retomada da autonomia do Porto de Suape. A confirmação se deu após publicação no Diário Oficial da União (DOU), assinada pelo Ministério da Infraestrutura. No documento, estão definidas as atribuições delegadas ao Estado de Pernambuco e o que cabe ao governo federal. Com a mudança, a política portuária do País e o planejamento do setor ficam a cargo do governo federal, enquanto Suape readquire a competência para a condução de estudos, elaboração de editais, realização dos procedimentos licitatórios e a celebração dos contratos relativos aos arrendamentos portuários com mais agilidade e menos burocracia. A gestão estadual também passará a ser responsável pela aprovação das expansões e adensamento de áreas, além de prorrogações antecipadas de contratos em vigência e reequilíbrios contratuais.
  • Ainda em outubro, o Complexo Industrial Portuário de Suape entregou um novo equipamento de lazer e de convivência para os moradores da Comunidade Engenho Massangana. Contemplando uma área de quase dois mil metros quadrados, a praça ainda sem nome definido (a ser escolhido pelos moradores), fica localizada em frente à Estação Compartilhar. O equipamento conta com área de lazer infantil, academia, mesas e bancos de concreto em ambiente aberto e coberto, pista de cooper, campinho de areia e rampas de acessibilidade. No local, foram plantadas 29 mudas de acácia (Vachellia farnesiana) de médio porte, espécie conhecida pelas flores amarelas e por ser muito usada para fins paisagísticos.
  • Também em outubro, o Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu reconhecimento internacional da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA) por desenvolver projetos socioambientais na área do atracadouro pernambucano e entorno. Desta vez, a premiação foi destinada ao trabalho desempenhado no monitoramento do ambiente estuarino da região, que tem a preservação do cavalo-marinho como referência. Em 2021, o projeto de reflorestamento da estatal portuária ficou entre os escolhidos pela AAPA. A cerimônia aconteceu em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos, durante a 111ª Convenção Anual da AAPA, e contou com a presença de representantes de dezenas de países. 
  • Ainda em outubro, o SENAI Pernambuco, por meio do Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs), e o Complexo Industrial Portuário de Suape apresentaram o Cluster SUAPE de Inovação Industrial. O novo cluster somará investimentos da ordem de R$ 8 milhões para sua estruturação e reunirá pesquisadores, engenheiros e consultores do SENAI-PE e profissionais de empresas e universidades nacionais e internacionais em um mesmo ambiente e impulsionará programas e projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para setores como logística, energias renováveis, meio ambiente, aeroespacial e manufatura avançada. A estimativa é de que o espaço gere R$ 100 milhões em investimentos em projetos e serviços.
  • Outubro terminou com o anúncio do projeto de expansão da Blau Farmacêutica que aportará no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, com previsão de início das obras já em 2023. Com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, a assinatura do contrato de aquisição da área de 64 hectares, dentro da Zona Industrial de Suape, ocorreu no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco. O novo empreendimento da Blau, que é uma das principais indústrias de medicamentos e insumos hospitalares da América Latina, tem como objetivo gerar até 1.400 postos de trabalho diretos quando a fábrica estiver em plena operação, em 2032. 
  • Em novembro, o Complexo Industrial Portuário de Suape celebrou mais uma conquista importante. O governo do estado anunciou a conclusão das obras de dragagem do Porto, possibilitando a atracação de embarcações de grande porte, como navios petroleiros, e tornando o local ainda mais atrativo para o mercado internacional. A iniciativa será possível a partir de um acordo com a holandesa Royal Van Oord, que vai realizar a dragagem dos seis quilômetros do canal principal do atracadouro para aprofundamento de 20 metros em toda sua extensão. Com um custo de R$ 140 milhões, a obra teve o projeto executivo atualizado no início de 2022. As tratativas, iniciadas em outubro de 2021, resultaram num acordo benéfico para ambas as partes, pondo fim a um imbróglio jurídico de quase uma década com a companhia europeia, vencedora do certame, na época. A intervenção, paralisada desde 2013, será executada por meio de um navio-draga de última geração, permitindo a remoção de sedimentos e rochas.
  • Também em novembro, o Porto de Suape foi reconhecido com um dos três portos públicos do Brasil com o maior número de certificação, ocupando a segunda colocação na premiação concedida durante o Congresso Internacional de Desempenho Portuário (IX Cidesport), evento promovido pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com a Universidade de Valência, na Espanha. O congresso busca, entre outros objetivos, estimular a discussão sobre o desempenho do setor portuário, a partir da perspectiva da comunidade científica e dos profissionais que atuam na gestão dos portos. Ainda em novembro, Suape também foi um dos vencedores do Prêmio Antaq em Prol da Governança Socioambiental. Dos cinco primeiros colocados, o atracadouro pernambucano foi selecionado com o programa Carbono Zero e com projeto Selo Terminal Amigo do Oceano, sendo o primeiro o vencedor do prêmio.

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