Dados constam no Anuário 2025 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgado nesta terça-feira (10), em Brasília

O Complexo Industrial Portuário de Suape encerrou 2025 com desempenho positivo em segmentos estratégicos, reforçando sua posição como hub logístico do Nordeste e como o sexto maior porto público do Brasil. O complexo portuário pernambucano também segue líder nacional, neste segmento, nas operações de granéis líquidos e no transporte por cabotagem. Ao longo do ano, foram movimentadas 24,25 milhões de toneladas, com destaque para a carga conteinerizada (primeira posição no Norte/Nordeste) e para os granéis sólidos, que apresentaram crescimento acima da média nacional.
A movimentação da carga conteinerizada alcançou 7.559.515 milhões de toneladas, volume 7,54% maior do que o registrado em 2024 . A média nacional foi de 7,23%. Já os granéis sólidos - a exemplo do trigo e coque de petróleo - somaram 1.325.689 toneladas, com crescimento de 8,3% na comparação anual, também ultrapassando a média brasileira (6,3%). A carga geral solta (como açúcar ensacado e pás eólicas) apresentou resultado positivo, com crescimento de 1% em relação ao ano anterior, totalizando 663,506 mil toneladas movimentadas em 2025.

O segmento de automóveis mostrou trajetória consistente de expansão. Foram movimentadas 83.992 unidades em 2025, de modelos e fabricantes diversos, o que representa crescimento de 5% em relação ao ano anterior, consolidando Suape como o maior hub de automóveis do Norte e Nordeste e uma das principais portas de entrada e saída do setor nessas regiões.
Os dados constam no Painel Estatístico 2025 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgado nesta terça-feira (10), em Brasília, durante solenidade na sede da autarquia federal. O documento também traz a análise dos números globais da movimentação de cargas em Suape, que aponta retração de 2,4%, impactada com a redução de 7,7% nas operações de granéis líquidos e gases (14.704.637 de toneladas, contra 15.931.321 de 2024).
PARADA ESTRATÉGICA
O resultado, entretanto, é analisado como pontual, em consequência da parada técnica da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) nos dois primeiros meses de 2025, para conclusão das obras do Trem 1. A paralisação estratégica também foi necessária para implantação da tecnologia Snox na empresa petrolífera, que ampliou o processamento do Diesel S-10 com maior eficiência energética. A Rnest é a maior indústria do complexo e responde por 41,5% da movimentação de granéis líquidos no porto.
A perspectiva positiva leva em consideração a retomada das operações da refinaria, quando aumentou o processamento de 100 mil para 130 mil barris por dia. Outro indicador estratégico foi o anúncio de R$ 12 bilhões em investimentos, incluindo as obras de instalação do Trem 2, já em andamento, que estão gerando milhares de empregos e irão dobrar a capacidade para 260 mil barris diários até 2029.
CENÁRIO PROMISSOR
Para o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, as projeções de crescimento do complexo industrial portuário apontam a consolidação do porto como hub logístico e indicam um cenário muito positivo, com impactos diretos no desenvolvimento econômico de Pernambuco e do país. “Estamos em um momento muito promissor, com grandes expectativas para potencializar Suape como base estratégica do desenvolvimento econômico de Pernambuco e do país”, destacou o gestor.
Entre as ações estruturantes, Armando Bisneto destaca a conclusão da obra de dragagem do canal interno (16,2 de profundidade), a homologação da profundidade de 20 metros do canal externo pela Marinha do Brasil e os avanços nos serviços de requalificação do molhe de proteção do porto externo, ampliando as condições de Suape como porto de águas abrigadas e profundas. Além disso, ressalta a chegada do terminal de contêineres da APMT Terminals – o primeiro 100% eletrificado da América Latina – e investimentos privados do segmento da transição energética, tais como as fábricas de e-metanol da European Energy e da GoVerde, que totalizam R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões de cada empreendimento.
