Mais 30 animais foram reintroduzidos na Estação Ecológica de Bita e Utinga; área de preservação representa 59% do território do complexo

A conservação da biodiversidade integra de forma permanente as ações de gestão ambiental do Complexo Industrial Portuário de Suape. Em mais uma iniciativa voltada à proteção da fauna, 30 animais silvestres foram devolvidos à natureza na Estação Ecológica de Bita e Utinga, unidade de conservação localizada entre os municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca. Com a nova soltura, a estatal portuária chega a 195 animais silvestres reintroduzidos ao ambiente natural desde 2024, reforçando a continuidade das ações de proteção da biodiversidade desenvolvidas no território do complexo.
Entre os animais devolvidos à natureza estão preguiça, timbus-de-orelha-branca, carcarás, corujas-buraqueiras, gavião-carijó, jiboia, coral-verdadeira e diferentes espécies de aves. Todos passaram previamente por processo de triagem e reabilitação e somente foram liberados após avaliação das condições necessárias para o retorno à vida livre.

Realizada em parceria com a Companhia de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), por meio do Cetras Tangará, a ação integrou o III Simpósio em Defesa da Fauna, promovido pela estatal portuária em alusão à data nacional dedicada à proteção dos animais silvestres, celebrada em 22 de setembro. A soltura ocorreu em uma unidade de conservação que faz parte da Zona de Preservação Ecológica de Suape, correspondente a 59% dos 17,3 mil hectares do território do complexo.

PATRIMÔNIO AMBIENTAL
A Estação Ecológica de Bita e Utinga integra a Zona de Preservação Ecológica de Suape, que corresponde a 59% dos 17,3 mil hectares do território do complexo. A unidade de conservação é de proteção integral, possui remanescentes de Mata Atlântica e reúne condições ambientais adequadas à sobrevivência e à reprodução das espécies.
A soltura dá continuidade a um trabalho realizado nos últimos anos. Em 2024, 90 animais silvestres foram reintroduzidos na mesma unidade de conservação. Em 2025, outros 75 retornaram à natureza. Com os 30 exemplares desta edição, o total chega a 195 animais devolvidos ao ambiente natural nas três ações realizadas em Suape.

“Suape possui um patrimônio ambiental que precisa ser preservado ao mesmo tempo em que o complexo avança em seu desenvolvimento. Devolver esses animais à natureza simboliza uma parte desse trabalho, que envolve monitoramento, pesquisa, educação ambiental e atuação permanente na proteção da nossa biodiversidade”, destaca o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

CIÊNCIA A SERVIÇO DA CONSERVAÇÃO
A soltura fez parte de uma programação mais ampla dedicada à fauna. O III Simpósio reuniu profissionais da área ambiental, estudantes, educadores, pesquisadores, representantes de instituições e outros públicos para compartilhar conhecimento e discutir estratégias de conservação. Entre os temas abordados estiveram os resultados do Diagnóstico Faunístico de Suape, os efeitos do fenômeno El Niño sobre a biodiversidade, a fauna dos manguezais e os desafios relacionados às mudanças climáticas.
O diagnóstico desenvolvido no território entre 2023 e 2025 envolveu dez campanhas de campo em 20 áreas amostrais, com metodologias voltadas ao registro de seis grandes grupos biológicos: mastofauna, avifauna, herpetofauna, ictiofauna, entomofauna e macroinvertebrados aquáticos. O levantamento permite acompanhar a dinâmica da biodiversidade em áreas de Mata Atlântica, ambientes em regeneração e locais submetidos às pressões das atividades urbanas e industriais.

“O monitoramento sistemático da fauna transforma conhecimento em gestão e orienta nossas ações de conservação. A soltura dos animais é a expressão mais visível de um trabalho técnico e contínuo de proteção do patrimônio natural de Suape”, afirma Sóstenes Alcoforado, diretor de Sustentabilidade e Inovação de Suape.
PROTEÇÃO PERMANENTE
Além do monitoramento científico, equipes de Suape realizam patrulhamento diário das áreas de preservação, contribuindo para prevenir práticas como caça, tráfico de animais silvestres e outras infrações contra a fauna e a flora.

As informações obtidas nos levantamentos ambientais também servem de apoio às ações de gestão, conservação e educação ambiental desenvolvidas no complexo.
A combinação entre conhecimento científico, monitoramento contínuo, proteção territorial e educação ambiental reforça o trabalho permanente de conservação da biodiversidade realizado em Suape.

