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Embaixadores africanos e árabes conhecem potencialidades de Suape

|    Negócios

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Por Thiago Neuenschwander

Diplomatas de mais de 20 países árabes e africanos conheceram, nesta sexta-feira (20), o Complexo Industrial Portuário de Suape. A visita fez parte da missão dos Membros dos Conselhos dos Embaixadores Africanos e Árabes no Brasil, iniciada na última quarta-feira (18). Os embaixadores conheceram as dependências do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), percorreram a área portuária e visitam o centro administrativo, onde foram apresentados aos principais projetos desenvolvidos pela empresa. A comitiva tem especial interesse em desenvolver novas linhas entre Suape, o continente africano e o mundo árabe para exportação e importação de produtos diversos.

No EAS, primeira parada da visita, os diplomatas conheceram o processo de produção dos navios e o trabalho de excelência desenvolvido pelo estaleiro ao longo dos anos. “Em três anos, a empresa evoluiu o equivalente a 20 vezes. Hoje já superamos os estaleiros europeus e estamos em pé de igualdade com os japoneses. Apenas os coreanos levam vantagem na relação homem/hora (HH), que mede excelência e produtividade na confecção dos navios”, explicou o gerente de operações do EAS, Anselmo Passos.

Após deixarem o estaleiro, os embaixadores conheceram o cais IV por onde Suape movimenta veículos e demais cargas diversas. Já no Centro Administrativo, o presidente Marcos Baptista deu as boas-vindas ao grupo e falou da importância de recebê-los para o estreitamento das relações entre o Estado de Pernambuco e os países dos dois blocos. “Ainda temos uma movimentação pequena entre o nosso porto e as nações árabes e africanas, mas temos um longo caminho e um bom espaço para desenvolvermos parcerias”, ponderou o presidente.

Marcos destacou que Suape firmou recentemente um acordo de cooperação com o Porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias (Espanha), que é porta de entrada para o mercado africano. Também acrescentou que o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, esteve recentemente em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e abriu algumas possibilidades de negócios entre Suape, o Porto de Jebel Ali e o Terminal da Dubai Ports, que mostrou interesse no mais importante dos projetos de Suape, o segundo terminal de contêineres (Tecon 2).

O Embaixador do Catar e vice-decano do Conselho dos Embaixadores Árabes , Mohammed Al-Hayki, agradeceu a acolhida e disse que as informações colhidas irão auxiliar os países a elencar as melhores oportunidades junto a Suape. “Foi uma visita excelente. Obtivemos muitas informações importantes. Sabemos que hoje essa troca com Suape ainda é muito pequena, mas podemos incrementá-la. Há muitas possibilidades na área do agronegócio, por exemplo, e podemos fechar grandes negócios”, pontuou. Já o decano do Conselho dos Embaixadores Africanos e representante de Cameroon, Martin Agbor Mbeng, destacou a proximidade geográfica com um fator importante para fechar parcerias, assim como a possibilidade de criação de novas rotas que integrem os países africanos a Suape.

A movimentação de produtos entre Suape e os países árabes e africanos ainda é pequena frente ao cômputo geral. Em 2016, dos 22,7 milhões de toneladas que chegaram ou saíram do porto pernambucano, apenas 881 mil tiveram essas nações como origem ou destino. Em 2017, até o mês de agosto, foram 504,2 mil toneladas do total de 14,5 milhões movimentados esse ano. Os países de onde Suape mais trouxe mercadorias esse ano foram Argélia, com 186,4 mil toneladas, e a Arábia Saudita, com 118,4 mil. Na exportação, os destaques foram Angola, com 26,3 mil, e Marrocos, com 16,1 mil toneladas. Os produtos principais são cargas em contêineres e combustíveis.

Arrendamentos, exploração de pátios, cais e concessões de uso

O arrendamento, cessão onerosa de área e infraestrutura públicas localizadas dentro do Porto Organizado de Suape deverá ser realizado pelo Governo Federal através de celebração de contrato, sempre precedido de Licitação, conforme Seção I do Capítulo II da Lei nº 12.815/2013, e Capítulo II do Decreto nº 8.033/2013.
Complexo de Suape
Cais de Múltiplos Usos (CMU)
Píer de Granéis Líquidos 1 (PGL 1)
Píer de Granéis Líquidos 2 (PGL 2)
Píeres Petroleiros 3A e 3B (PGLs 3A e 3B)
Bacia de Evolução

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