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Clima de São João anima 4ª edição do “Tô na Feira”

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Por Grace Souza

Agricultores e artesãos de oito comunidades do território de Suape participaram da quarta edição do Projeto Tô na Feira, realizado nesta terça-feira (12/6), das 9h às 15h, no hall do Centro Administrativo de Suape. Os produtores dos assentamentos rurais Ximenes (Barreiros) e Bruno de Albuquerque Maranhão (Cabo de Santo Agostinho) também estiveram presentes comercializando suas mercadorias. O trio pé de serra Ricardo Lima e Banda animou os participantes.

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Um mix de 60 produtos foi ofertado para quem prestigiou a feira, variando desde comidas típicas juninas, artesanatos, frutas, hortaliças, raízes, bolos, vestuários, mel, licores, sucos, entre outros. “Muitas famílias que ainda residem no Complexo de Suape produzem artesanato ou vivem da terra. A partir do ‘Tô na Feira’, trabalhamos o empreendedorismo com essas famílias. Para que elas possam vender seus produtos, suas mercadorias. É um projeto que já está consolidado e os expositores estão muito entusiasmados”, comentou Líbia Paixão, coordenadora de Assistência Social e uma das idealizadoras do projeto.

Um grupo de 28 mulheres da boa idade, vindo de Boa Viagem, que estava conhecendo o Porto, aproveitou a visita para participar e comprar produtos do “Tô na Feira”. A guia turística do grupo, Juci Nogueira, achou uma ótima iniciativa. “Foi uma feliz coincidência. Um início maravilhoso de passeio”, disse. O grupo foi recebido pela equipe da Diretoria de Relações Institucionais.

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Participando pela primeira vez da feira, a artesã de produtos culinários Natália Lima, moradora do Vale da Lua, em Vila Nazaré (Cabo de Santo Agostinho), aproveitou a oportunidade para ofertar produtos veganos e vegetarianos feitos com produtos selecionados por ela, e alguns comprados dos sítios dos vizinhos. Torta de banana, quiche, bolos e samosas (pastel indiano) foram algumas delícias vendidas por ela. “Eu gosto dessa sincronicidade, desse relacionamento com as pessoas. Poder mostrar o meu trabalho, que faço com tanto amor e carinho, pensando no bem-estar de quem vai consumir, é muito gratificante”, comemorou.

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Também estreando no Tô na Feira, os agricultores do Engenho Algodoais (Cabo) Antônio Jorge e Manoel Soares venderam os produtos cultivados no sítios que possuem como macaxeira, banana comprida e anã, milho verde e cozido, e côco verde. A dupla aprovou o projeto e pretendem voltar nas próximas edições.

4ª Edição – Foram montadas 19 barracas que contemplou 10 comunidades: Engenho Massangana 2, Vila Nazaré, Gaibu, Engenho Algodoais, Vila Claudete, Vila Dois Irmãos, Engenho Boa Vista, Vila Cêpovo, Assentamento Ximenes e Assentamento Bruno de Albuquerque Maranhão.

Domênico Accetta é o novo presidente do CAP Suape

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O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), órgão ligado ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA), Domênico Accetta, é o novo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Suape. Accetta tomou posse na manhã desta quinta-feira (07/6) e presidiu a sua primeira reunião no colegiado. O presidente, indicado pelo MTPA, é engenheiro civil e substitui Eduardo Nina, coordenador Geral de Projetos, Operação e Manutenção da Secretaria Nacional de Portos, que presidiu o conselho por mais de um ano.

“Seremos um braço muito forte nas discussões técnicas sobre as necessidades de infraestrutura do Porto de Suape. Vamos discutir projetos e recursos necessários para aumentar a eficiência portuária”, comentou Domênico. Outros dois conselheiros também tomaram posse no CAP, ambos funcionários da Receita Federal do Brasil. Foram empossados Luiz Carlos Souza, inspetor da Alfândega do Porto de Suape, como titular; e Marcelo Cerqueira, auditor fiscal, como suplente.

722x405 2O vice-presidente de Suape, Marcelo Bruto, que também é membro do CAP, deu as boas-vindas aos novos conselheiros. Sobre a gestão de Domênico, disse ter certeza que “será uma atuação muito profícua, já que comanda o INPH, que é uma das instituições mais importantes do setor portuário e sua expertise vai agregar muito aos projetos em discussão no CAP”.

Finalizando a pauta da reunião, o coordenador de Operações Portuárias de Suape, Felipe Fonseca, apresentou o resultado da movimentação de cargas de abril passado. Houve um crescimento de 20% em relação ao mesmo mês de 2017. Passaram pelo Porto 1.968.200 toneladas de cargas no quarto mês deste ano.

Sobre o CAP

O Conselho da Autoridade Portuária (CAP) é um órgão consultivo da administração do porto, instituído em todos os portos organizados por força do art. 20 da Lei n° 12.815, de 5 de junho de 2013, com as competências fixadas no art. 36 do Decreto nº 8.033, de 27 de junho de 2013. É composto por três grupos: poder público, empresários e trabalhadores portuários, que possuem membros titulares e suplentes, reunindo-se periodicamente para sugerir políticas ao porto.

'Suape nas Escolas' leva conhecimento a alunos da rede municipal

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O Projeto Suape nas Escolas, uma iniciativa do Complexo Industrial Portuário de Suape, por meio da Diretoria de Relações Institucionais (DRI) já está levando conhecimento e novas oportunidades para os alunos da rede municipal de Sirinhaém. Durante a tarde de segunda-feira (21), os estudantes da Escola Municipal Centro Educacional Cristo Redentor conferiram de perto a apresentação teatral dos bonecos Suapito, mascote da empresa Suape e Ritinha, companheira de aventuras da mascote. 

É durante a apresentação teatral que os principais conhecimentos e dicas são repassados para os alunos. Cada apresentação dura em média 40 minutos. Entre os principais assuntos, a criação do Complexo Industrial e Portuário, a importância do Porto de Suape para a economia Pernambucana e sua influência para o Nordeste brasileiro.

A cartilha do Programa Suape nas Escolas foi distribuída no início da apresentação. É com ela que os estudantes conhecem ainda mais sobre o Complexo, sua história e curiosidades.

O Programa que é uma iniciativa da Diretoria de Relações Institucionais quer levar mais conhecimento e promover o desenvolvimento social e educacional desses alunos que são o futuro do Estado. "Acreditamos que esse projeto pode mostrar aos alunos o potencial que existe ao entrarem no mercado de trabalho. As empresas instaladas e o próprio porto podem oferecer um futuro diferente para eles. A cada apresentação sentimos que estamos passando a mensagem correta", pontuou, Rizelma Ferreira, Diretora de Relações Institucionais da empresa Suape.

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As escolas escolhidas foram previamente selecionadas pelo grupo gestor da Secretaria de Educação de Sirinhaém. Adriana Rodrigues da Silva, coordenadora municipal do Ensino Fundamental II, comentou sobre participar do projeto na prática. “Vimos a empolgação dos alunos ao participarem do teatro. É mais que um momento de aprendizado, os alunos interagem e aprendem na prática como eles e suas famílias podem ter novas alternativas de vida”, ressaltou.

Futuramente, os alunos participarão de um concurso de redação onde o vencedor ganhará uma vaga de menor aprendiz na empresa Suape.  "Queremos retomar com este projeto o sentimento de pertencimento dos jovens ao território de Suape. Acreditamos que esse público é estratégico. Trabalhando na empresa, novas oportunidades se abrem”, comentou, Rizelma.

Nota: Impactos da greve dos caminhoneiros em Suape (25/05)

O Complexo Industrial Portuário de Suape continua sofrendo os impactos da paralisação dos caminhoneiros, que permanecem mobilizados na Avenida Portuária, via de acesso ao porto. Na tarde de quinta-feira (24), representantes de Suape negociaram com os manifestantes a entrada de dois caminhões-tanque para abastecimento de GLP para o Complexo Prisional do Curado, outros 10 com querosene de aviação (QAV) para abastecer o Aeroporto Internacional dos Guararapes e mais quatro com combustível para abastecer as viaturas das forças de segurança do Estado.

Poucas horas depois, a juíza da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ipojuca, Nahiane Ramalho de Matos, expediu decisão determinando que os manifestantes se abstivessem de impedir a passagem do tráfego de veículos com cargas necessárias à segurança das operações dentro do porto e ao abastecimento da população.

No início da noite, um oficial de Justiça notificou os manifestantes que estavam no local. Apesar do desbloqueio do acesso ao porto para serviços essenciais, persistem as dificuldades de escoamento, em razão de bloqueios existentes nas rodovias e de indisponibilidade de transportadoras e caminhoneiros.

Até momento, dois caminhões deixaram as dependências do porto para levar GLP aos presídios. Um outro caminhão com óleo diesel foi liberado para abastecimento do transporte público. Um caminhão carregado com nitrogênio para resfriar o sistema de armazenagem de butadieno também foi autorizado a entrar no porto e teve acesso ao terminal da Ultracargo.

À tarde, três caminhões-tanque carregados com gasolina para as viaturas da Polícia Militar também foram liberados e deixaram o porto com uma escolta da PM. Por volta das 17h, outros dois veículos abastecidos com GLP para hospitais passou pelo bloqueio dos manifestantes e deixou a área portuária.

Uma média de 1.600 a 2.000 caminhões/dia (70% de combustíveis) estão deixando de ter acesso ao porto.

Oito navios estão na área de fundeio na manhã desta sexta-feira (25), número considerado normal. Até o momento, nenhum navio deixou de atracar. Em poucos dias, no entanto, se não houver evolução nas negociações com os manifestantes, novos navios poderão ser impedidos de atracar devido à indisponibilidade de área para armazenagem ou falta de carga para embarque.

No momento, 1.800 veículos importados estão no Pátio Público de Veículos 1 e não foram escoados via rodoviária.

O Terminal de Contêineres (Tecon Suape) paralisou a movimentação entre terminais desde terça-feira e não faz nenhuma movimentação rodoviária desde então. Um volume de aproximadamente 5 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) está parado nas dependências da empresa, por falta de escoamento. Na manhã desta sexta-feira (25), um navio estava atracado realizando operação de contêineres.

Até o momento a escala de chegada de navios no Tecon está mantida, já que a operação portuária de retirada dos contêineres não foi afetada. Apenas os equipamentos de terra estão comprometidos por falta de óleo combustível. O armazém e o pátio da Localfrio, que também opera contêineres, estão com volumes críticos em razão da ocupação.

O terminal da Ultracargo, que armazena produtos de alta periculosidade (butadieno), necessita diariamente de abastecimento de nitrogênio, gás não disponível no porto e que serve para resfriar o sistema de tancagem. Na terça-feira, os manifestantes permitiram a entrada de apenas um caminhão. Um novo caminhão teve acesso ao terminal na madrugada desta sexta-feira (25).

O óleo combustível utilizado em geradores convencionais de escolas, postos de saúde, hospitais e afins continua com dificuldades de escoamento, em razão de bloqueios existentes nas rodovias e de disponibilidade de transportadoras e caminhoneiros. Gasolina e etanol também não estão deixando os terminais, comprometendo o abastecimento dos postos em toda a região.

Os terminais de tancagem de combustíveis que dependem diretamente do modal rodoviário estão com capacidade entre 73% e 98%. A Decal, que depende pouco dos caminhões, está com armazenagem em 30%. No total, a capacidade de tancagem dos terminais está em 68%.

Termoelétricas como a Suape Energia e Pernambuco 3 recebem óleo combustível por via rodoviária e poderão ter seu abastecimento comprometido se o desabastecimento persistir.

A Bunge Moinho, que armazena trigo, está com os silos praticamente cheios. Consequentemente, também não estão realizando a distribuição para padarias e indústrias.

Todas as unidades de envase de Gás Liquefeito de Petróleo-GLP (gás de cozinha) que atendem a região estão em Suape e estão com 100% de sua capacidade de armazenagem. O desabastecimento também impacta clientes como hospitais, indústrias, restaurantes, hotéis e prédios residenciais.

Governador entrega títulos de uso da terra a famílias de assentamentos rurais

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O governador Paulo Câmara entregou, nesta segunda-feira (21), 157 títulos de concessão de direito real de uso da terra às famílias rurais que residem em assentamentos estaduais na região da Mata Sul e Região Metropolitana do Recife (RMR). Os títulos vão beneficiar 76 famílias que vivem no Assentamento Ximenes, localizado no município de Barreiros; 41 famílias do Bruno Maranhão, novo assentamento criado no Cabo de Santo Agostinho; e para 40 famílias em Eduardo Campos, novo assentamento no município de Palmares. 

Os títulos de concessão correspondem ao acesso total de mais de 2 mil hectares de terras, com investimentos da ordem de R$ 157 mil para viabilizar as ações de reordenamento agrário. Historicamente, a criação desses assentamentos é resultado de uma parceria do Iterpe, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, com o Complexo Industrial Portuário de Suape, visando à instalação das famílias de agricultores que foram remanejadas das terras desapropriadas para fins de potencializar o desenvolvimento em Pernambuco em outras áreas de atuação do Estado. 

“Estamos cumprindo uma série de atividades nessa região, incluindo a entrega de títulos de posse para três municípios, com os quais as pessoas agora vão ter a oportunidade de poder passar a escritura aos seus familiares e ter acesso ao crédito e diversos programas estaduais voltadas para o setor”, explicou o governador Paulo Câmara. O diretor de Gestão Fundiária e Patrimônio de Suape, Luciano Monteiro, também participou do evento ocorrido na Escola Estadual Maquinista Amaro Monteiro, em Palmares.

O assentamento Bruno Maranhão, que teve seu processo iniciado em 2013, foi criado para instalar as famílias de agricultores remanescentes das áreas de preservação ecológica e industriais de Suape por meio do decreto N° 39.666. As famílias beneficiadas são oriundas da Fazenda dos Trabalhadores e Moradores nativos de Sacambú, que eram trabalhadores da usina.

A criação do assentamento Eduardo Campos é resultado do trabalho do Iterpe, por meio do reordenamento agrário iniciado em 2014, visando a instalação de famílias de agricultores remanejadas das terras desapropriadas para a construção da Barragem de Serro Azul.

A implantação do assentamento Ximenes é resultado de uma parceria do Iterpe com o Complexo Industrial de Suape para reassentar 126 famílias remanejadas das terras do assentamento Jurissaca, Engenho Ilha, dentre outras áreas do Complexo Portuário. A criação deste assentamento marca uma nova metodologia de Suape de trabalho, que estabeleceu a construção de parcerias para desenvolver as ações em conjunto com a Prefeitura Municipal de Barreiros, Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Cabo, IPA, Iterpe, dentre outros.

BENEFÍCIOS
Com os títulos em mãos, as famílias de agricultores, além de terem a segurança jurídica para utilizarem a terra com fins na produção agrícola, dispõem de acesso às políticas públicas de desenvolvimento rural para melhoria da produção e de políticas que trarão outros benefícios sociais voltadas a melhoria da qualidade de vida no campo. As culturas mais predominantes são: plantio de frutas, macaxeira, batata doce e feijão.

Entre o leque de políticas públicas estaduais e federais, estão: programas de financiamento da produção - créditos rurais; Programa Água para Todos; Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF); de contribuição ao escoamento da produção como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Alimentação Escolar (PNAE); Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), benefícios previdenciários, dentre outras políticas.

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