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Jovens de comunidades do entorno de Suape iniciam capacitação em logística reversa de eletrônicos

Empresa lança segunda etapa do projeto Economia Circular – Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos

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Sessenta jovens em situação de vulnerabilidade social das comunidades de Vila Nova Tatuoca e de Nova Vila Claudete, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, começaram a participar, nesta sexta-feira (1º), do curso de logística reversa de aparelhos eletrônicos. A capacitação é a segunda etapa do projeto iniciado em 2020, que pretende oferecer oportunidades de especialização para pessoas que vivem nas comunidades localizadas na área de influência do Complexo Industrial Portuário de Suape.

Nas aulas, os alunos vão estudar temas como economia circular, recondicionamento e restauração de equipamentos eletrônicos, além de autogestão e marketing digital. “É um projeto muito importante, pois a questão da destinação dos resíduos sólidos passa, cada vez mais, a ser uma obrigação das empresas, uma obrigação do poder público, e a empresa Suape está completamente alinhada com esse propósito. Junto a isso, estamos aproveitando para formar esses 60 jovens, provendo condições para que possam pensar em empreendimentos nessa área, oferecendo suporte técnico adequado. A ideia é que alguns deles possa empreender ou ser aproveitados em empresas do complexo”, explica o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da estatal portuária, Carlos Cavalcanti.

O conceito de economia circular baseia-se na redução, reutilização e recuperação de resíduos descartados pela cadeia produtiva. É o oposto da economia linear, em que o ciclo dos materiais termina com o descarte. Os equipamentos remanufaturados pelos alunos voltarão a ter uso na própria comunidade, centros sociais e associações das localidades atendidas pelo projeto. “O conceito do programa é exatamente esse: fazer com que esses equipamentos eletroeletrônicos voltem para o consumo. É o modelo mais inteligente e sustentável para o mundo”, pontua Felipe Carrilho, coordenador de Educação Ambiental e Resíduos Sólidos de Suape.

A capacitação, com duração de 90 dias, será dividida em três módulos: básico, para os 60 inscritos; intermediário, para 30 estudantes; e avançado, para 20 selecionados. A carga horária é de 50 horas/aula. Os encontros acontecem no galpão de Vila Nova Tatuoca, seguindo todos os protocolos de prevenção à covid-19, como uso obrigatório de máscara, distanciamento de 1,5 metro por pessoa e higienização das mãos com álcool gel.

Para a comerciante Janiene Maria dos Santos, 37, o curso oferece oportunidades de aprendizado que vão além da questão profissional. “É importante ter a chance de aprender um novo ofício. Mesmo que não levemos adiante de forma profissional, é mais um conhecimento que poderá servir para nossas vidas. É bastante válido”, salienta. Os estudantes foram selecionados previamente pela empresa que está ministrando o curso, a Fidat Consult. A iniciativa também contempla a implantação de sistema de descarte de resíduos, com a instalação de cinco ecopontos em locais estratégicos da região.

Artigo: Suape continua nos trilhos

O JC publicou, na edição desta quinta-feira (30), artigo do diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Roberto Gusmão. No texto, o gestor fala sobre a acertada decisão do Governo de Pernambuco, do empresariado e da bancada federal do Estado em unir forças pela conclusão do trecho da ferrovia que ligará o Piauí ao Porto de Suape, aumentando os investimentos a médio e longo prazos em nossa economia.

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*Roberto Gusmão

Ao decidir se reunir com as lideranças empresariais e com a bancada federal do Estado na busca de um entendimento para viabilizar a Ferrovia Transnordestina, Pernambuco mostra que está no caminho certo. O ramal será a ferramenta de integração regional com várias cadeias logísticas do Nordeste, ampliando os investimentos no futuro. Fruto inconteste disso é o recente anúncio de um grupo empresarial com forte presença na área de mineração solicitar autorização de outorga de empreendimento ferroviário de sua mina no Piauí, ligando a carga ao Porto de Suape, numa extensão de 717 km.

A Transnordestina é uma concessão realizada de forma equivocada e as obras se arrastam há anos. Elas deveriam ter começado pelos portos, destinos logísticos de escoamento para comercialização, e não pelo interior. Essa opção já consumiu R$ 5,5 bilhões de recursos públicos. Fosse a decisão outra, a ferrovia já estaria operando, gerando caixa financeiro para o empreendimento e novas oportunidades.

Embora os entendimentos com o grupo já estivessem em curso, Pernambuco acertou na estratégia de não entrar em competição acirrada com qualquer Estado envolvido, priorizando dados técnicos e econômicos. Com o apoio local e do Ministério da Infraestrutura, Suape se consolida como um porto de Estado.

Este ano tem sido de solidificação de muitos caminhos definidos pelos diversos governos nesses 42 anos de Suape. O porto será o principal ponto de distribuição logística do Nordeste, com mais indústrias instaladas. Hoje elas já somam 150 no complexo, que conta, ainda, com polo farmacêutico, refinaria de petróleo, além da futura produção de combustível limpo (hidrogênio verde) e de um terminal de regaseificação, que trará gás natural mais barato.

 

Roberto Gusmao

 

Líder na importação e exportação de carga por contêineres da região, Suape está em vias de se transformar no centro de distribuição de gás de cozinha do Nordeste e num hub de distribuição de veículos importados.

Ressalte-se que essa pujança preserva 8 mil hectares de Mata Atlântica, assegurando sustentabilidade ambiental e social, além de ter a melhor governança corporativa entre as empresas públicas do Estado.

Por tudo isso, Suape continua nos trilhos, caminhando rumo ao futuro com mais igualdade e oportunidade para o Estado e a região.

*Roberto Gusmão é diretor-presidente do Porto de Suape

Suape apresenta case de governança corporativa no Fórum Nacional Brasil Export

Evento em Brasília e reúne as principais lideranças do setor portuário do país

 

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A administração do Porto de Suape apresentou, nesta terça-feira (28), em Brasília, o case de governança corporativa da empresa no Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária Brasil Export 2021. A participação ocorreu no painel Governança e Sustentabilidade nas Autoridades Portuárias, durante o II Encontro Nacional de Autoridades Portuárias e Hidroviárias (ENAPH), que se estenderá até esta quarta (29). O Brasil Export é um espaço multissetorial e permanente de debates que reúne os principais nomes do segmento portuário, do agronegócio e das operações logísticas do país. O evento é on-line e gratuito. Para assistir, basta realizar inscrição prévia no site do Fórum.

 

O encontro tem por objetivo debater temas relevantes, como transformação digital na logística, governança, sustentabilidade e reformas estruturantes de impacto para o desenvolvimento econômico do Brasil. Além do diretor-presidente do Porto de Suape, Roberto Gusmão, participam da delegação de Suape o diretor de Desenvolvimento de Negócios, Luiz Alberto Barros; o diretor de Planejamento e Gestão, Francisco Martins; a coordenadora de Compliance da empresa, Fabiana Maranhão; e a auditora interna Marcela Farias.

 

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A apresentação de Suape foi realizada, conjuntamente, por Fabiana Maranhão e Marcela Farias. Na pauta, a estrutura de governança e a contribuição para a sustentabilidade, os resultados obtidos e perspectivas futuras. “A boa governança direciona a gestão do porto para que, de forma estruturada, possamos atingir os objetivos da estratégia predefinida, garantindo o atingimento do nosso propósito de maneira ética e responsável, assegurando a sustentabilidade empresarial e a longevidade da empresa. Estamos muito felizes em apresentar o nosso case nesse evento de visibilidade nacional”, destacou Fabiana Maranhão.

 

A gestão e a sustentabilidade corporativa do Porto de Suape reforçam o compromisso da estatal com as melhores práticas de governança e de compromisso social, em consonância com os indicadores da plataforma ESG (Environmental, Social and Governance, sigla em inglês). “Um mundo sustentável depende de práticas de negócio que alinhem propósito e transparência. Conversar sobre a estrutura de governança de Suape é demonstrar o alinhamento e o diálogo que há entre diretoria e integrantes dos conselhos e comitês. Sempre voltado a direcionar a estratégia da empresa ao interesse de todos, contribuindo para a entrega das políticas públicas e para a perenidade do porto”, pontuou Marcela Farias.

 

Entre os resultados obtidos pelo atracadouro pernambucano, estão o 1º lugar no Índice de Adequação das Estatais (IAE) e o 1º lugar no Índice de Adequação ao Sistema de Controle Interno (IAS), ambos da Secretaria da Controladoria-Geral do Estado e alcançados em 2020. Suape também conquistou o 3º lugar no ranking do Índice de Autoridades Portuárias (Igap/2020) e 90% no Índice de Monitoramento de Lei de Acesso à Informação (LAI/2020).

 

Sobre o fórum - A edição nacional do Fórum sintetiza as atividades realizadas ao longo do ano, entre elas a promoção de mais de 40 lives e seis fóruns regionais promovidos em diferentes cidades do Brasil (Rio de Janeiro/RJ, Belém/PA, Rio Verde/GO, São Luís/MA, Guarujá/SP e Rio Grande/RS). As iniciativas online e presenciais reuniram mais de 300 debatedores e 12,5 mil espectadores ao longo deste ano.

Ação do Dia Mundial da Limpeza resultou na retirada de quase 60 kg de lixo da Ilha de Cocaia

Iniciativa mobilizou milhões de pessoas ao redor do planeta e foi criada há quatro anos para minimizar os efeitos do descarte inadequado de resíduos no mundo.

 

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A ação de limpeza ambiental realizada por 25 colaboradores voluntários de Suape durante o Dia Mundial da Limpeza (World Cleanup Day), celebrado em 18 de setembro, resultou na retirada de 59,5 quilos de lixo da Ilha de Cocaia, na área do Porto Interno. Uma área aproximada de 1,3 hectare de restinga e uma faixa de areia de praia de 2,5 quilômetros foram contemplados com a ação. A iniciativa mobilizou milhões de pessoas ao redor do planeta e foi criada há quatro anos para minimizar os efeitos do descarte inadequado de resíduos no mundo. Esta foi a primeira edição que contou com a adesão de voluntários da estatal portuária.

 

O material coletado pela equipe foi separado, pesado e catalogado para a elaboração do relatório encaminhado ao Instituto Limpa Brasil – Let’s Do It, braço do World Cleanup Day no país. Após esse processo, as informações compiladas pelo instituto serão repassadas à Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Ministério do Meio Ambiente no intuito de subsidiar ações e políticas públicas de combate ao lixo no mar.

 

Segundo o levantamento produzido pela Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, foram coletados 2.330 itens, que resultaram nos quase 60 kg de detritos recolhidos. Objetos como isopor, garrafas, latas de bebidas, pedaços de vidro, garrafas PET, fragmentos plásticos, entre vários outros de uso cotidiano, que reforçam a importância do descarte ambientalmente adequado. A maior parte desse material será destinada à central de resíduos de Suape. Os recicláveis serão encaminhados para cooperativas e os rejeitos a um aterro sanitário licenciado ambientalmente.

 

Uma parte desse material, no entanto, será guardada para confecção de uma “coleção didática” de lixo marinho, que servirá para mostrar os tipos de detritos normalmente encontrados nas áreas costeiras e de que forma eles afetam os ecossistemas e a vida marinha. “Com o catálogo do que foi coletado na Ilha de Cocaia, será possível sensibilizar as pessoas de que o descarte inadequado de resíduos pode trazer impactos irreversíveis ao meio ambiente. A manutenção de um ecossistema saudável só é possível com a participação e o engajamento de todos”, reforça o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti.

 

“Além do caráter educativo da ação, a interceptação do lixo descartado de forma inadequada no ambiente evita sua chegada ou regresso ao meio marinho, estando em plena consonância com os Planos Nacional e Estadual de Combate ao Lixo no Mar. A ação também vai ao encontro do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14, da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, “Vida na Água”. Entre outras metas, este prevê a redução da poluição marinha de todos os tipos”, pontua o coordenador de Gestão Ambiental Portuária de Suape, Paulo Teixeira.

 

Sustentabilidade - O Dia Mundial da Limpeza é um movimento cívico que une 180 países e milhões de pessoas em todo o mundo para limpar o planeta em um único dia. Desde 2018, 50 milhões de pessoas já participaram do evento em suas cidades para coletar lixo nas ruas, praças, parques, rios , praias, entre outros locais. Em junho deste ano, o Porto de Suape também aderiu ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) para reafirmar o compromisso com o desenvolvimento sustentável e as boas práticas empresariais com a missão de fomentar iniciativas que promovam ações socioambientais, incentivando a sustentabilidade e promovendo a cidadania. No total, 161 países são signatários do pacto.

Suape requalifica píer de granéis líquidos para incrementar movimentação de cargas

Ação possibilitará ao atracadouro pernambucano receber navios de maior extensão, incrementando a movimentação de cargas

 

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O Píer de Granéis Líquidos 2 (PGL-2) do Porto de Suape, localizado em Ipojuca, no Grande Recife, terá sua estrutura requalificada para dinamizar seu funcionamento e ampliar a movimentação de carga. As obras serão tocadas com recursos próprios da estatal portuária e deverão começar na segunda quinzena de outubro. O custo da intervenção é de R$ 7 milhões. Além de recuperação estrutural, as mudanças possibilitarão ao píer receber navios maiores.

 

Atualmente, o píer suporta embarcações de até 90 mil toneladas de porte bruto (TPB). No entanto, após a conclusão dos serviços, poderá receber embarcações de até 120 mil (TPB).  Essa é mais uma das ações de modernização do atracadouro, que vem investindo, ao longo deste ano, R$ 55 milhões na reestruturação dos píeres, cais e outras estruturas do Porto Organizado. Em 2020, foram aplicados R$ 16,7 milhões em obras.

 

“Estamos trabalhando para melhorar a nossa estrutura portuária com o propósito de receber navios de grande porte e, dessa forma, nos tornarmos mais competitivos nos cenários nacional e internacional. Suape é líder no país na movimentação de granéis líquidos, o que o torna também um dos principais atracadouros de cabotagem do Brasil. Com todos esses investimentos, vamos incrementar ainda mais a movimentação de cargas”, destaca o diretor-presidente da empresa, Roberto Gusmão.

 

De acordo com o diretor de Gestão Portuária de Suape, Paulo Coimbra, a reforma no PGL-2, píer mais utilizado do Porto Externo, reforça o compromisso da estatal portuária com o desenvolvimento.  “Além disso, já estamos em vias de começar a construir uma nova Torre de Controle, equipada com o que há de mais moderno no mercado. Lá, é realizada a gestão do tráfego das embarcações, portanto, é um local estratégico para a eficiência de nossas operações. A obra deve começar ainda este ano”, pontua.

 

O PGL-2, que movimenta diversos produtos químicos, como combustíveis e outros derivados de petróleo, está localizado no Porto Organizado e é um dos píeres mais utilizados para atracação de navios. Para o diretor de Engenharia de Suape, Claudio Valença, essas intervenções são fundamentais para dinamizar o funcionamento do porto. “Estamos sempre estudando novas possibilidades de melhoria, incorporando equipamentos de última geração, para agregar agilidade e eficiência às atividades portuárias. O resultado, tenho certeza, será muito satisfatório,” ressalta.

 

As operações portuárias ocorrem no Porto Externo, local que abriga quatro píeres de granéis líquidos (PGL-1, PGL-2, PGL-3A e PGL-3B), um Cais de Múltiplos Usos (CMU) e uma tancagem flutuante de GLP (gás de cozinha). No Porto Interno, há cinco berços de atracação (Cais 1, Cais 2, Cais 3, Cais 4 e Cais 5) que operam todo tipo de produto, como carga geral, contêineres, granéis sólidos, veículos etc.

 

Sobre Suape ­–Fundado há 42 anos no Litoral Sul de Pernambuco, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santos Agostinho, o Complexo Industrial Portuário de Suape é considerado a âncora e a locomotiva do desenvolvimento do Estado, atraindo grandes empreendimentos em suas cadeias produtivas. Situado a apenas 40 quilômetros do Recife e instalado em uma área de 13,5 mil hectares, é um complexo que conta com 150 empresas instaladas e em implantação. Ainda contempla uma grande área de preservação ecológica, que representa 59% do território, reafirmando o compromisso da estatal com uma agenda verde e sustentável, aliando o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente. Em 2020, o porto movimentou o total de 25,6 milhões de toneladas de cargas, alcançando o recorde histórico e o quarto lugar no país no ranking da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

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