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Terminal de granéis sólidos volta a operar e incrementa movimento de cargas no Porto de Suape

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O terminal de granéis sólidos do Porto de Suape, localizado na retroárea do Cais 5 do atracadouro, começou a operar no último fim de semana, depois de dois anos e três meses com as atividades paralisadas. A área dispõe de 72 mil metros quadrados para movimentação e armazenagem de cargas diversas. "Com essa retomada, Suape terá incremento na exportação e importação, tais como açúcar a granel e em sacos, granéis sólidos em geral, como fertilizantes e barrilha (sal branco e translúcido aplicado na produção de vidro, papel, sabão e detergente); coque de petróleo, granéis vegetais, entre outros", pontua Roberto Gusmão, diretor-presidente de Suape. Ele revela que a chegada da primeira carga importada de coque verde de petróleo pelo porto marcou o reinício das operações do terminal, arrendado, temporariamente, pela empresa M&G São Caetano.

A embarcação com carga importada de coque verde de petróleo atracou no último domingo e a operação de desembarque das 33 mil toneladas do produto teve início quatro horas depois, devendo ser concluída em 5 ou 6 dias. O navio Lipsi, de bandeira da Ilha de Malta (país europeu), saiu do Porto de Houston, no Texas (EUA), em 2 de junho. A operação segue as orientações ambientais recomendadas pela autoridade portuária, bem como as exigências da licença de operação emitida pelo órgão de controle ambiental.

Assinado no último dia 16 de junho, o contrato de transição com a M&G tem duração de seis meses ou até a conclusão do processo licitatório do arrendamento definitivo pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que ocorrerá em 2022, para exploração do terminal por 35 anos. O espaço foi oferecido para arrendamento após a devolução da área pela Agrovia do Nordeste e autorização da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA). A M&G São Caetano participou do chamamento público em 2020 e ofereceu o maior preço do certame. O terminal tem capacidade para movimentar de 500 a 600 mil toneladas de carga por ano.  

O coque verde de petróleo é usado como matriz energética e pode substituir o carvão como combustível nas indústrias. A carga é constantemente exportada via Porto de Suape. Já a operação de descarga é uma novidade e difere dos procedimentos de embarque. O produto é retirado do navio pelos guindastes da embarcação e depositado na caçamba de caminhões por meio de uma moega (equipamento portuário que tem o formato de funil). A carga segue para ser armazenada no terminal, situado próximo do local de desembarque e esse é um dos diferenciais da operação.

Outro ponto a considerar é o monitoramento de particulados 24 horas/dia. A M&G contratou duas empresas, uma para o monitoramento terrestre e outra, para o marítimo. Esses e outros procedimentos são importantes para garantir que não ocorram danos ao meio ambiente. "Contamos também com um supressor de particulados sueco que evita a dispersão de partículas durante a movimentação das cargas. Essas melhorias são baseadas em 15 anos de experiência operando coque de petróleo", explica Geraldo Lobo, proprietário e CEO da empresa.

A Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape emitiu recomendações quanto aos procedimentos de segurança que devem ser seguidos, como por exemplo: limpeza constante do cais, quando houver produto no chão; paralisação imediata em caso de chuva ou ventos fortes; instalação de barreiras de contenção para cercamento do espelho d'água ao redor do cais, entre outras providências.

A M&G tem sede na cidade de São Caetano, no Agreste de Pernambuco, e é especializada no beneficiamento de gesso e caulim (minério composto de silicatos hidratados de alumínio usado na fabricação de papel, cerâmica, tintas etc.). Também atua como operador portuário, armazéns gerais, carga e descarga e outros serviços de transporte e logística.

Complexo de Suape integra pacto global da ONU

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Ipojuca, 17 de junho de 2021 - O Complexo Industrial Portuário de Suape dá mais um passo em benefício do desenvolvimento sustentável e das boas práticas empresariais. A estatal portuária agora integra o seleto grupo de representações públicas e privadas do mundo que integram o Pacto Global, rede criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a missão de fomentar iniciativas que promovam ações sociais, incentivando a sustentabilidade e promovendo a cidadania. No total, 161 países são signatários do pacto.

Como membro desse movimento mundial, a empresa Suape busca fazer negócios e se desenvolver localmente, adotando os 10 princípios estabelecidos pela rede, que cumprem responsabilidades nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Esses princípios são derivados de documentos importantes, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.

O compromisso assumido por quem é signatário do Pacto Global é a Agenda 2030 e os 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU, que tem sede em Nova Iorque, nos Estados Unidos. "Aderir ao Pacto Global é mais um sinal de que estamos alinhados com essa batalha para resolver problemas estruturais da sociedade e do planeta e buscando as boas práticas que promovam desenvolvimento de forma integradora, compensando desequilíbrios no sistema econômico e social e, principalmente, cuidando das pessoas. Tudo isso se soma ao nosso claro entendimento de que a bioeconomia é a grande fonte de riquezas das próximas décadas. É mais uma contribuição de Suape e de Pernambuco na busca pelo verdadeiro bem-estar econômico e social", declara o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio.

RELATÓRIO ANUAL

Anualmente, Suape terá como compromisso enviar um relatório chamado de Comunicação de Progresso, no qual a empresa pontuará seus esforços dentro das ODS ou de acordo com os 10 princípios determinados pelo Pacto Global. Ao longo dos últimos anos, a estatal já vem desenvolvendo ações dentro das temáticas dos princípios da rede, a exemplo da Comissão Socioambiental que discute ações para educação e proteção ambiental entre os colaboradores da empresa e representantes da comunidade do entorno. A promoção da inclusão social com foco na gestão de conflitos junto às comunidades do seu território é outra iniciativa em curso.

"O mapa estratégico organizacional de Suape determina as metas globais a serem atingidas no horizonte 2017-2030. Com isso, temos trabalhado fortemente temas como o desenvolvimento da sustentabilidade ambiental e social em nosso território de 13.500 hectares, dos quais 59% são áreas de preservação. Agora, a empresa assume publicamente o seu compromisso, passando a integrar uma comunidade internacional que possibilita o alcance de metas mundiais. Com isso, estabelecemos uma rede de negócios em consonância com o crescimento sustentável, implementando ações imediatas que garantirão sucesso a médio e longo prazo", comenta o diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão.

"Com a adesão ao Pacto Global, Suape também incentivará outras empresas que fazem parte do território do complexo industrial portuário a assumir compromissos semelhantes. Para isso, realizará fóruns para discutir o Pacto Global. A ideia é que todas as instituições possam se unir em favor do desenvolvimento sustentável", adianta Francisco Martins, diretor de Planejamento e Gestão da estatal.

Sobre Suape - Fundado há 42 anos no Litoral Sul de Pernambuco, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santos Agostinho, o Complexo Industrial Portuário de Suape é considerado a âncora e a locomotiva do desenvolvimento do Estado, atraindo grandes empreendimentos em suas cadeias produtivas. Situado a apenas 40 quilômetros do Recife e instalado em uma área de 13,5 mil hectares, é um complexo que conta com 150 empresas instaladas e em implantação. Ainda contempla uma grande área de preservação ecológica, que representa 59% do território, reafirmando o compromisso da empresa com uma agenda verde e sustentável, aliando o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente. Em 2020, o porto movimentou o total de 25,6 milhões de toneladas de cargas, alcançando o recorde histórico e o quarto lugar no país no ranking da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Suape e UFRPE firmam parceria para desenvolvimento de projetos acadêmicos na área ambiental

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O encerramento da programação da Semana do Meio Ambiente no Porto de Suape foi marcado, nesta sexta-feira (11), com a assinatura de um protocolo de intenções com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Com o documento, as duas instituições poderão desenvolver um conjunto de projetos acadêmicos de ensino, extensão, pesquisa, desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação. A parceria vai fomentar ações e projetos integradores voltados para a área ambiental, assim como soluções tecnológicas para o Complexo de Suape.

O protocolo foi assinado durante reunião on-line, que contou com a presença do diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão; do diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da estatal, Carlos Cavalcanti;   do reitor da UFRPE,  Marcelo Brito Carneiro Leão; entre outros diretores e colaboradores de Suape e profissionais ligados à universidade.

A parceria faz parte do Programa Suape Sustentável, que agrupa projetos acadêmicos relacionados à engenharia e tecnologia ambiental, biotecnologia, agrotecnologia, empreendedorismo e responsabilidade social.  "Com essa parceria, Suape se coloca como um centro de conexões e soluções no setor ambiental e se aproxima, mais uma vez, de projetos acadêmicos e inovadores, enriquecendo ainda mais as pesquisas e a educação superior em Pernambuco", afirma o diretor-presidente da estatal portuária, Roberto Gusmão.

"Essa importante parceria com o Porto de Suape reflete a ideia da hélice quádrupla, quando se envolvem universidade, instituições ou empresas, o setor produtivo, organizações sociais e outros atores. Por meio do protocolo de intenções, poderemos promover ações relevantes, como as socioambientais, permeadas por inovação, pesquisa, empreendedorismo e sustentabilidade",  salienta o reitor da UFRPE, Marcelo Carneiro Leão.


MEGAMAR

Além da parceria com a UFRPE, Suape assinou contrato com a Fundação Apolônio Salles (Fadurpe) para o desenvolvimento do projeto Megamar, que tem a intenção de avaliar a diversidade e abundância relativa da megafauna presente no ecossistema marinho de Suape. Na última quinta-feira (10), o professor e pesquisador José Carlos Pacheco, da UFRPE, apresentou para os colaboradores da empresa toda a estrutura da pesquisa. "Essa iniciativa é uma parceria com o Porto de Suape e contempla, entre outras atividades, educação ambiental e pesquisas sobre a megafauna marinha", destaca o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos Cavalcanti. O projeto Megamar tinha como principal desenvolvedor o professor Fábio Hazin, que faleceu no último dia 7 em decorrência da covid-19.

Porto de Suape inicia obra para aumentar produtividade dos cais e píeres

Com duração de 3 meses, nivelamento de fundo de leito vai restaurar a profundidade original dos berços de atracação

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Uma obra de nivelamento do fundo de leito vai restaurar a profundidade original de nove berços de atracação do Porto de Suape. Utilizando uma embarcação tipo rebocador com um arado acoplado, serão removidos alguns pontos elevados de material argilo-arenoso, chamados de alto-fundos, restabelecendo-se a cota de -15,5 m nos cais 1, 2, 3, 4 e 5 que operam contêineres, carga geral, veículos, açúcar em sacos, trigo, entre outras cargas.

Os píeres de granéis líquidos 1 e 2, que movimentam produtos químicos, combustíveis e derivados de petróleo, passarão pela mesma intervenção. Os serviços devem durar três meses, com a aplicação de recursos próprios da ordem de R$ 2,6 milhões. As obras começam nos próximos dias.

Após a conclusão da obra, os ganhos operacionais serão variados por berço, mas a expectativa é de que o maior seja de - 3,9 m no Cais 3. Outro benefício é poder utilizar toda a extensão do cais para, por exemplo, atracar dois navios menores em linha. Atualmente, devido ao desnivelamento de alguns pontos do fundo, a embarcação fica centralizada no berço. Com a intervenção, os cais ficarão com a mesma cota de -15,5 m.

“Essa obra é muito importante para aumentarmos nossos ganhos operacionais. Restaurando a profundidade, recuperamos parte da capacidade que tínhamos nos cais e píeres. Cada centímetro de calado a mais significa mais carga potencial a ser movimentada”, explica o diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão. Calado é a parte submersa do navio, medida na vertical da linha d’água até à quilha, parte mais baixa do casco.

O nivelamento do fundo será executado com um rebocar puxando um arado, peça que pesa cerca de duas toneladas. O arado desmontará os alto-fundos existentes junto aos cais e píeres, formando uma plataforma do fundo marinho plana e uniforme. Atualmente, os berços com maiores profundidades são os píeres petroleiros PGL 3A e PGL 3B, que operam óleo bruto de petróleo da Refinaria Abreu e Lima e têm cota de -17,7 m.

O Porto de Suape é um dos 12 portos públicos brasileiros com maior quantidade de linhas regulares de navios de carga geral, roll on - roll off e de contêineres. Conta com 13 instalações de acostagem, num total de 4.379 metros de cais e píeres. No Porto Externo, estão quatro píeres de granéis líquidos e um cais de múltiplos usos, com oito berços de atracação. No Porto Interno, existem cinco berços de atracação, distribuídos ao longo de 1.626 metros de cais.

Sobre Suape - Fundado há 42 anos no Litoral Sul de Pernambuco, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santos Agostinho, o Complexo Industrial Portuário de Suape é considerado a âncora e a locomotiva do desenvolvimento do Estado, atraindo grandes empreendimentos em suas cadeias produtivas. Situado a apenas 40 quilômetros do Recife e instalado em uma área de 13,5 mil hectares, é um complexo que conta com 150 empresas instaladas e em implantação. Ainda contempla uma grande área de preservação ecológica, que representa 59% do território, reafirmando o compromisso da empresa com uma agenda verde e sustentável, aliando o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente. Em 2020, o porto movimentou o total de 25,6 milhões de toneladas de cargas, alcançando o recorde histórico e o quarto lugar no país no ranking da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Complexo de Suape e Neoenergia firmam parceria para produzir Hidrogênio Verde em Pernambuco

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Fotos: Andréa Rêgo Barros/SDEC
 
 
Memorando de Entendimento assinado entre as partes tem o objetivo de criar um projeto piloto na produção dessa fonte de geração de energia e colocar Pernambuco no protagonismo desse mercado em expansão no mundo
 
 
Recife, 10 de junho de 2021 - Pernambuco segue contribuindo na adoção de políticas públicas em prol do meio ambiente. O Governo do Estado, por meio do Complexo Industrial Portuário de Suape, e a Neoenergia firmaram um Memorando de Entendimento para a criação do projeto piloto de uma usina de produção de hidrogênio verde (H2V). A ideia é mobilizar agentes para viabilizar a planta, com objetivo de iniciar a produção, torná-la viável a partir de clientes locais, como Programa Noronha Carbono Neutro de Fernando de Noronha. O documento foi assinado nesta quinta-feira (10), em audiência com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Geraldo Julio, e representantes da Neoenergia.
 
 
O hidrogênio verde tem sido apontado mundialmente como um insumo de alto valor agregado por ter grande potencial para gerar energia sem a necessidade de emissão de gás carbônico. O setor industrial global já vem utilizando o H2V, que é obtido utilizando água, a partir do processo de eletrólise que separa o hidrogênio do oxigênio. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do Brasil, em fevereiro deste ano, apontou o hidrogênio como um dos temas prioritários para pesquisa e desenvolvimento no país, visando à aplicação de recursos publicamente orientados.
 
 
"Fala-se de economia do futuro, menos nociva ao meio ambiente, mas são medidas atuais que nos colocam no movimento. Já instituímos um Grupo de Trabalho dentro do Governo para debater Hidrogênio Verde e, agora, um memorando de intenções com a Neoenergia, que vamos trabalhar para elevar a demanda e viabilizar parcerias tecnológicas que entrem nesse projeto com a gente para Pernambuco sair na frente. São medidas visionárias como essa que vão sempre nos manter protagonistas e aparecendo na estratégia de grandes agentes econômicos globais quando se fala do Nordeste e do Brasil", ressaltou Geraldo Julio.
 
 
"O hidrogênio verde é um importante vetor para acelerar a descarbonização industrial e contribuir para eletrificação da economia, pois é obtido a partir de fontes renováveis. Essas premissas fazem parte dos compromissos da Neoenergia com o desenvolvimento, além de gerar uma maior dinâmica competitiva e descentralizada ao unir os diferentes segmentos de mercado", comentou David Benavent del Prado, diretor da Termopernambuco.

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