Suape

    Marcos

    Dragagem: Que venham os gigantes

    Suape nunca parou de crescer e andar na frente. A busca incessante pela eficiência operacional se mistura com a sua trajetória de sucesso. Mesmo já sendo uma referência como um atracadouro de águas abrigadas e profundas, fez mais um investimento milionário, com recursos próprios, e, em 2024, agregou um importante plus ao seu status de um dos maiores portos públicos do país: a conclusão da dragagem do canal externo.

    A profundidade do canal aumentou para até 20 metros. Sabe o que isso significa? Suape entrou na lista de atracadouros modernos o bastante, em ranking mundial, para receber embarcações de grande porte. Tipo o petroleiro Suezmax, um dos gigantes do mar.

    A dragagem é mais uma grande obra. Foram removidos 1.700.000 metros cúbicos de sedimentos, seguindo rigoroso cronograma de atividades licenciadas. Na intervenção, utilizou-se a maior e mais moderna draga do mundo, equipada com um sistema para mitigar impactos ambientais.

    Uma obra há muito tempo aguardada e necessária. A última etapa começou em dezembro de 2023 e foi concluída menos de cinco meses depois.

    O porto externo é onde estão concentradas as operações de granéis líquidos e da maior empresa do complexo, a Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, que já está pronta para ser ampliada e duplicar sua capacidade de produção.

    Se crescer faz parte do DNA de Suape, é claro que a modernização é contínua. O mercado já está informado e atento. Uma ordem de serviço, com investimento de R$199,7 milhões, foi assinada em dezembro de 2024, pelo Governo de Pernambuco, para o início do da dragagem do canal interno.

    A profundidade passa de 15,5 metros para 16,2 metros. A obra também contempla a bacia de evolução de navios, potencializando a infraestrutura e a segurança portuária. 

    Após a conclusão, Suape vai se projetar como o porto público com a maior profundidade operacional para navios de contêineres no Brasil e o segundo maior para granéis líquidos. Também volta a chamar a atenção do mercado.

    Nem todo porto público ,afinal, pode anunciar que está pronto e preparado  para receber os maiores e mais modernos navios do mundo.

     

    Hub de Veículos avança e conquista chinesa BYD

    As conexões entre Pernambuco e a China se estreitaram em 2024. Um movimento que transitou por Suape e teve até dia marcado. A segunda-feira, 15 de abril, quando aconteceu, no porto, a megaoperação da montadora chinesa Build Your Dreams, conhecida em todo o mundo como BYD.

    Depois de navegar por 34 dias, o navio Zhong Yuan, chegou à costa pernambucana carregado de quase dois mil veículos. Para o sucesso da operação, realizada no terminal da empresa Tecon Suape, cada detalhe foi importante.

    Contou com a expertise de dezenas de profissionais e uma logística precisa. Para se ter uma ideia, os veículos foram transportados em contêineres adaptados para assegurar a integridade da carga no destino final. Deu tudo certo.

    A operação foi só a primeira de muitas outras. O Hub de Veículos de Suape, com toda a sua potencialidade e localização estratégica, que já concentra operações da multinacional Stellantis, também foi escolhido pela BYD como base de distribuição dos seus automóveis híbridos e elétricos no Nordeste brasileiro.

    Não demorou muito, portanto, e outras duas cargas da empresa desembarcaram em Suape, mas os dias 27 e 28 de maio foram especialmente importantes. O porto comemorou um novo recorde de movimentação de veículos.

    Dessa vez, a BYD trouxe exatos 5.429 carros de modelos variados e, pela primeira vez no Brasil, o navio Explorer Nº 1 BYD, construído pela própria empresa, atracou em Suape.

    A operação durou 48 horas, no Cais 5, e entrou para a história como a maior importação de veículos já registrada, até então, nas mais de quatro décadas e meia de existência de Suape.

     

    Suape em linha direta com a Ásia

    Quarta-feira, 06 de novembro de 2024. Bem que poderia ter sido mais um dia de rotina em Suape, mas foi bem diferente. Exatos 46 anos depois de sua criação, o porto que mudou a economia de Pernambuco, mostrou mais uma vez a que veio.

    O aniversário de Suape, naquela data, foi celebrado com a chegada do navio MSC Juliette, que marcou o início de uma inédita rota regular e semanal de longo curso entre a costa nordestina e o continente asiático. 

    A rota é realizada pela MSC Mediterranean Shipping Company S.A, uma das gigantes mundiais do setor de transporte marítimo de carga conteinerizada. E o que muda depois desse dia histórico? Muita coisa.

    Sinaliza mais competitividade para o mercado de importação e exportação dos dois continentes, reduz tempo de viagens e mostra ao mundo que Suape tem infraestrutura robusta. Mais ainda. Que está apto a receber grandes navios e que, apesar de quarentão, está cada vez mais eficiente quando o assunto é dar saltos de inovação e surpreender a concorrência.

     

    É de Suape um dos prêmios nacionais mais importantes do setor portuário

    Para os supersticiosos, agosto é um mês que sempre preocupa. Já em Suape, no calendário 2024, o mau presságio passou bem longe. Pelo contrário. Foi tempo de comemorar uma conquista especialíssima. O primeiro lugar no ranking do Índice de Gestão de Autoridades Portuárias (IGAP), principal categoria do Prêmio Portos + Brasil, promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em correalização com o Grupo Brasil Export.

    A quinta edição do prêmio traduziu o reconhecimento aos avanços de portos organizados e de Terminais de Uso Privados no Brasil (TUPs), referente às respectivas iniciativas realizadas em 2023.

    No total, os candidatos concorreram em nove categorias, mas a mais importante e cobiçada, tipo o Oscar do setor portuário, é justamente a que Suape conquistou. São levados em conta 15 indicadores para compor o Índice de Gestão da Autoridade Portuária (IGAP).

    Os avaliadores lançam um olhar perspicaz, por exemplo,  para pontos estratégicos das empresas, tais como governança e desempenho de gestão, transparência na divulgação de informações, capacidade de realização de investimentos e qualidade da gestão ambiental.

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