- Em abril, a Capitania dos Portos de Pernambuco (CPPE) deu aval para o porto receber navios porta-contêineres da classe NEW PANAMAX, a de maior dimensão disponível na América Latina, que mede 366 metros de comprimento, largura de 52 metros e capacidade para cerca de 14 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Apenas portos de classe mundial têm infraestrutura para receber esse tipo de embarcação, a maior que pode cruzar o Canal do Panamá por meio das novas eclusas.
- Em maio, o governo anunciou o início de estudos de viabilidade técnica e econômica para implantação de uma planta de produção de hidrogênio verde no Porto de Suape. O projeto é da empresa Qair Brasil, de origem francesa, que tem como principal atividade a produção independente de energia elétrica a partir de fontes alternativas. A iniciativa, nomeada de Planta de Hidrogênio Verde Pernambuco, prevê a instalação de quatro conjuntos de eletrolisadores de água em áreas localizadas no complexo, em quatro fases de implantação. Quando consolidado, o empreendimento pode vir a se transformar no segundo maior da história do Estado, totalizando investimentos da ordem de R$ 20 bilhões nos próximos anos.
- Em junho, o Complexo Industrial Portuário de Suape e a Neoenergia firmaram um Memorando de Entendimento para a criação do projeto-piloto de uma usina de produção de hidrogênio verde (H2V). A ideia é mobilizar agentes para viabilizar a planta, com objetivo de iniciar a produção, torná-la viável a partir de clientes locais, como Programa Noronha Carbono Neutro de Fernando de Noronha.
- Em julho, o governo anunciou que o Porto de Suape terá novo terminal de tancagem de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha. A estrutura é uma parceria entre a Nacional Gás, do Grupo Edson Queiroz, a Liquigás e a Copagaz, da Copa Energia, com o objetivo de garantir o abastecimento da região Nordeste, que atualmente conta com estoque de apenas quatro dias. O investimento previsto é de R$ 1,2 bilhão e a expectativa é da geração de cerca de mil postos de trabalho durante as obras.
- Em setembro, a administração do porto anunciou a requalificação do Píer de Granéis Líquidos 2 (PGL-2) para dinamizar seu funcionamento e ampliar a movimentação de cargas. As obras foram tocadas com recursos próprios da estatal portuária. O custo da intervenção foi de R$ 7 milhões. Além de recuperação estrutural, as mudanças possibilitaram ao píer receber navios maiores.
- Também em setembro, foi anunciada a implantação de um terminal de regaseificação (Regás) no complexo, prevista para o primeiro semestre de 2022. O empreendimento, a ser licitado em breve, deve gerar investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão para Pernambuco. O montante corresponde aos aportes em infraestrutura, visando a implantação da unidade, que receberá um navio indústria – conhecido como Floating Ship Regaseification Unit (FSRU) – para viabilização da operação, por meio de gasodutos interligados a uma Estação de Transferência de Custódia (ETC). Durante o processo de instalação do terminal, cerca de 2,5 mil empregos serão gerados. Com a unidade em funcionamento, outros 300 postos de trabalho deverão ser criados.
- Em outubro, com o objetivo de desenvolver novas ferramentas tecnológicas voltadas para a gestão das operações portuárias, que buscam ganhos de produtividade, melhor comunicação e eficiência logística, Suape e o CESAR deram início aos estudos de desenvolvimento de um novo sistema, após firmarem parceria em julho passado. A plataforma construída será a base para um Port Community System (PCS), ferramenta utilizada em vários atracadouros do mundo para aperfeiçoar o fluxo de dados e a troca de informações entre os diversos atores envolvidos nas operações portuárias.
- Ainda em outubro, a empresa lançou o projeto Quintais Ecoprodutivos, que está sendo desenvolvido em parceria com a Cáritas Nordeste 2, instituição vinculada à Igreja Católica, para fomentar e desenvolver pequenos espaços de agricultura familiar nas proximidades das residências dos futuros beneficiados pelo programa. O programa tem duração de 18 meses, com a implantação de 100 quintais por semestre, beneficiando 300 famílias de comunidades dos municípios do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Escada, Moreno, Rio Formoso, Sirinhaém e Ribeirão. O investimento total é de R$ 2,7 milhões.
- Em dezembro, o então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, assinou a autorização para que a mineradora Bemisa construa e explore uma ferrovia de 717 quilômetros conectando Curral Novo, no Piauí, ao Porto de Suape. O ministro deu início, ainda, ao processo de consulta pública para que a Ilha de Cocaia fosse retirada da área do Porto Organizado de Suape, para possibilitar a movimentação de cerca de 20 milhões de toneladas de minério no porto. Ao sair da chamada Poligonal, a ilha se torna viável para a instalação de um terminal privado de minério de ferro e, com isso, viabiliza a construção da ferrovia ligando o interior do Piauí ao atracadouro. O investimento previsto no projeto é de R$ 5,7 bilhões, com a expectativa de gerar milhares de empregos para os pernambucanos.
- Também em dezembro, Suape recebeu o reconhecimento pelo trabalho de excelência desenvolvido nas áreas de meio ambiente, gestão portuária e responsabilidade social. O Sistema de Gestão Integrada (SGI) da empresa foi contemplado, após longo processo de auditoria, com as certificações ISO 14.001:2015, pela sustentabilidade ambiental da mata nativa; a NBR 16.000:2012, pela responsabilidade social com a comunidade anexa ao viveiro e socioambiental em todo o Complexo de Suape; e a ISO 9.001:2015, pela qualidade na gestão da movimentação portuária e das empresas privadas no complexo.
- O Complexo Industrial Portuário de Suape encerrou o ano de 2021 com grande destaque na movimentação de cargas frente a outros portos públicos brasileiros, obtendo lucro superior ao de 2020. O incremento resultou na arrecadação de R$ 261,6 milhões contra R$ 234,6 milhões no ano anterior, um crescimento de 11,52% na receita líquida. O atracadouro pernambucano finalizou o período com o total de 22,1 milhões de toneladas registradas. O porto manteve a liderança nacional na movimentação de granéis líquidos (derivados de petróleo) e na navegação por cabotagem (entre portos do mesmo país). Além disso, Suape fortaleceu a posição como maior hub de contêineres do Norte e Nordeste do país, se mantendo no topo do ranking entre portos públicos das duas regiões. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).