Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Curiosidades: No Halloween, professor relembra histórias sobrenaturais do mundo dos mares

Notícias

Curiosidades: No Halloween, professor relembra histórias sobrenaturais do mundo dos mares

|    Porto

HalloweenPor Priscila D'arc

No dia 31 de outubro é celebrado o Halloween, conhecido no Brasil como Dia das Bruxas. A data é bastante popular nos países do Hemisfério Norte, mas a cada ano, histórias macabras sobre casas abandonadas, fantasmas ou bonecas que acordam no meio da noite, ganham mais força no Brasil. De acordo, com o professor de História Everaldo Chaves, os mares também têm os seus mistérios. Quem navega diariamente pelos oceanos de todo o mundo, conhece histórias que envolvem navios fantasmas e até tripulações amaldiçoadas.

Os funcionários mais antigos do Porto de Suape revelam que, durante os 39 anos de existência do atracadouro, jamais viram ou ouviram relatos que indiquem a presença de registros dessa natureza. Fora de Suape, no entanto, o mundo dos mares é cercado de lendas que envolvem o “sobrenatural”.

Um dos casos mais conhecidos é do “Holandês Voador”. A embarcação foi até protagonista do filme Piratas do Caribe. Sua história gira em torno do mau comportamento do capitão Hendrick Van Der Deckene. Alcoolizado, ele desafiou os céus e foi amaldiçoado junto com a embarcação e sua tripulação. Desde então, todos eles vagam pelos mares do mundo sem poder atracar em nenhum porto.

Apesar da famosa embarcação mal-assombrada ser holandesa, quem é fã do terror marítimo deve sair do continente europeu e partir para o outro lado mundo. “Ao que tudo indica, as Filipinas possuem a maior concentração dessas histórias”, disse o professor Everaldo Chaves. Uma delas data do ano passado. Um Iate foi encontrado à deriva nas Filipinas. Dentro dele, havia um corpo sentado à mesa na sala de rádio do barco. O mais estranho é que o cadáver estava mumificado e não se sabe exatamente o porquê. Posteriormente, a múmia foi identificada como Manfred Fritz Bajorat, alemão que saiu em expedição há 20 anos pelo mundo e estava desaparecido desde então.

Em 2015, um navio foi encontrado à deriva na costa japonesa com toda a tripulação morta e seus corpos apodrecendo no convés. A única informação que se sabe sobre a embarcação é que pode ter origem norte-coreana, já que restos da bandeira do país foram encontrados junto aos corpos. Entre os anos de 2013 e 2015, o Japão registrou o aparecimento de 157 barcos-fantasmas e sem tripulação.

No Brasil, a vasta costa litorânea carrega mais de 20 mil navios naufragados e que dão margens à criatividade dos marinheiros. O caso mais recente é do barco Baraka, que apareceu misteriosamente na praia do município de Cedral, a 193 km de São Luís, capital do Maranhão. O número do registro da embarcação é a única informação que se tem sobre o Baraka e que está ajudando a marinha nas investigações sobre a origem do barco que até então não foi identificada. A identidade da tripulação também é desconhecida.

Os mistérios do mar não param por aí, podendo chegar até os portos. “O antigo Estaleiro de Shalom, no Porto de Itaqui (MA), é o caso mais conhecido de uma região portuária brasileira mal-assombrada”, destacou o professor Everaldo. As instalações do Estaleiro de Shalom foram abandonadas por problemas financeiros e a empresa foi obrigada a fechar. Um navio de contêiner em construção permanece no local até hoje e alimenta a criatividade de quem passa pela região. No Youtube é possível encontrar vídeos com relatos de pessoas que acreditam escutar gritos e barulhos que vêm da embarcação.

A revista Mundo Estanho fez uma publicação sobre os casos mais assustadores de navios-fantasmas. No texto, o professor Alexandre Monteiro, especialista no tema e professor do Instituto de Arqueologia e Paleocênicas da Universidade Nova Lisboa, afirma que, com o tempo, a expressão "navio-fantasma" ganhou vários significados. No caso das embarcações que são encontradas sem tripulações, pode ser o resultado de alguma rebelião, ataques ou até epidemias. Com ou sem evidências, ninguém sabe ao certo o que leva esses navios a estarem abandonados navegando sozinhos por aí.

Sereias, sirenas e nereias
Metade mulher e metade peixe, as sereias são comumente conhecidas como criaturas que enfeitiçam marinheiros com seu canto para depois matá-los. Segundo o professor Everaldo Chaves, sobre o ser mitológico existe uma grande confusão. A palavra “sereia” ou “sirenas” na verdade era a forma na mitologia grega de chamar as mulheres-pássaros, que com metade do corpo de pássaro eram conhecidas como assassinas.

“As mulheres que tinham um corpo de peixe eram as nereias, as ninfas do mar, que hoje chamamos de sereias. Na maioria das vezes, as nereias são retratadas como mulheres mesmo, com pernas, que vivem nuas nos mares e nos rios, mas em algumas ocasiões começaram a ser conhecidas com cauda de peixe, ou pelo menos os pés com esse formato”, explicou.

A confusão acontece, pois as nereias eram tidas como mulheres bonitas e que possuíam um canto belíssimo como as sirenas, porém não mortais. “A diferença mais comum do canto das sereias para as sirenas é que as sereias (ou nereias) utilizavam apenas a própria voz para cantar e acalmar ou enfurecer as ondas, já as sirenas utilizam-se de liras e harpas e cantavam apenas para matar os humanos. As sereias (ou nereias) são filhas da oceânica Dóris com o deus Nereu, o ancião dos mares. Pouca gente conhece esse deus, ele é anterior a Poseidon”, concluiu Everaldo.

Contato

Km 10, Rodovia PE-60

Ipojuca - PE - Brasil

CEP: 55.590-000

PABX: +55 (81) 3527-5000

FAX: +55 (81) 3527-5066

Ouvidoria

Tel: +55 (81) 3527-5070

ouvidoria@suape.pe.gov.br

CANAL DE DENÚNCIA

Tel: +55 (81) 3527-5005

canaldedenuncia@suape.pe.gov.br

Redes Sociais

social social social
social social social

Links Úteis

antac       acesso
         

logo 3

      sei