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Porto de Suape recebe programa inédito de coleta de resíduos e efluentes

10.02.2012
Porto de Suape recebe programa inédito de coleta de resíduos e efluentes

Foto: Pâmella Cavalcanti / Ascom Suape

 

Nesta quinta-feira (09), teve início o programa de diagnóstico de resíduos no Complexo de Suape, conduzido por pesquisadores da UFRJ, UFPE e técnicos da área de meio ambiente. O projeto visa identificar, registrar e classificar os efluentes e resíduos gerados nos 22 portos brasileiros. O trabalho faz parte do plano “Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos”, que começou no ano passado no Rio de Janeiro e Itaguaí e é executado pela COPPE /UFRJ em parceria com a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP-PR). Desde o dia 6 de Fevereiro, a equipe já passou pelos portos de Fortaleza, Natal e Recife e até o próximo dia 15 irá a Cabedelo (PB) e Maceió (AL).

 Com investimentos de R$ 16 milhões, o programa está contemplado nas ações do PAC 2 e trata de uma questão fundamental para o desenvolvimento do setor portuário brasileiro. O trabalho terá duração de um ano e ao fim deste prazo trará, não apenas soluções para melhor coleta e gestão dos resíduos deixados pela operação portuária, como sugestões para seu uso comercial. Parte do resíduo poderá, por exemplo, ser transformada em energia, gerando economia para os portos ou mesmo receita extra. 

O programa fará três tipos de diagnóstico: resíduos sólidos; efluentes líquidos e fauna sinantrópica nociva (pombos, ratos, insetos e outros animais). Os resíduos incluem desde alimentos dos navios de passageiros à acúmulo de grãos resultante das operações portuárias ou mesmo papel descartado pelas empresas. Efluentes líquidos contemplam, entre outros, esgoto e óleo combustível. Já a fauna é classificada de duas formas: fauna sinantrópica: espécies animais que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste; e fauna sinantrópica Nociva: fauna que interage de forma negativa com a população humana, com risco à saúde pública

Em cada porto, os pesquisadores do PPE/Coppe/UFRJ contarão com a ajuda de profissionais locais, por meio de uma Rede de Competências, que está sendo estabelecida com Universidades Federais ou Estaduais, Institutos Federais de Pesquisas e consultorias especializadas. Em Pernambuco, o convênio será com a universidade federal. “Nesta etapa, organizamos o trabalho e iniciamos a coleta, já com a equipe local. Os dados serão enviados para o centro de coleta e tratamento. Aplicaremos então modelos matemático-estatísticos e iremos gerar indicadores de cada porto. Até abril, todos os portos terão iniciado o programa”, explicou Aurélio Murta, um dos coordenadores do programa.

 

* Com informações da Assessoria da Coppe/UFRJ