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1973 - 1975
Desenvolvido pelo Governo do Estado de Pernambuco
o Plano Diretor para a implantação
do Complexo Industrial Portuário
de Suape, integrando uma extensa área
para indústria e serviços
de apoio a um porto marítimo, com
excelentes características naturais.
A concepção originou-se no
moderno conceito de integração
porto-indústria, a exemplo de Marseille-Fos,
na França; e Kashima, no Japão.
O projeto do Complexo Industrial Portuário
de Suape foi conceituado como um Projeto
de Desenvolvimento Regional, tendo como
princípio atrair indústrias
da 1ª e 2ª geração,
sem descartar a possibilidade de implantação
de indústrias de 3ª geração.
Apoiou-se em três elementos que favoreciam
o aproveitamento de expressiva economia
de escala de frete, com a utilização
de navios de grande porte, quais sejam:
• águas profundas junto à
linha da costa, ou seja, profundidade de
17,0 metros a cerca de 1,2 km do cordão
de arrecifes;
• quebramar natural formado por cordão
de arrecifes;
• extensas áreas reservadas
à implantação de um
parque industrial.
1977
Após a necessária desapropriação
de cerca de 13.500 hectares de terras, começou
o efetivo início das obras previstas
dentro da concepção estabelecida
no Plano Diretor do Complexo. Foram realizados,
até o ano de 1991, investimentos
públicos da ordem de R$ 144 milhões
nas seguintes áreas: infra-estrutura
portuária, sistema viário
interno (rodoviário e ferroviário),
sistemas de abastecimento d’água,
de energia e de telecomunicações,
centro administrativo e obras complementares.
1978
Criada, através da Lei Nº
7.763/78, a empresa Suape Complexo Industrial
Portuário, com a finalidade de realizar
atividades relacionadas com a implantação
de complexo industrial-portuário
nas áreas delimitadas em decretos
de declaração de utilidade
e necessidade públicas, expedidos
pela União, Estado de Pernambuco
ou Municípios.
1983
Decreto Estadual Nº 8.447/83
aprovou as Normas de Uso do Solo, Uso dos
Serviços e de Preservação
Ecológica do Complexo Industrial
Portuário, de modo a garantir a ocupação
e uso racional do solo com o menor dano
sobre a biodiversidade local, conforme previsto
no seu Plano Diretor. De acordo com este
Decreto e Legislação Federal
de criação da ZPE/Suape, a
área de 13.500 hectares do Complexo
foi subdividida em Zonas, abaixo descritas:
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• Zona Industrial Portuária
(ZIP)
• Zona de Processamento
de Exportação (ZPE)
• Zona Industrial 3 (ZI-3)
• Zona Industrial 3A (ZI-3A)
• Zona Industrial 3B (ZI-3B)
• Zona Central Administrativa
(ZCA)
• Zona de Preservação
Ecológica (ZPEC)
• Zona Agrícola
e Florestal (ZAF)
• Zona de Preservação
Cultural (ZPC)
• Zona Residencial 3D
(ZR-3D) |
1984
Foi construído um molhe, em pedras,
para proteção de entrada do
porto interno, aberta no cordão de
arrecifes. Aproveitando a bacia formada
com a construção do molhe,
foi implantada uma primeira oferta portuária,
constando de duas instalações
de acostagem de navios, ambas em forma de
"pier": o Pier de Granéis
Líquidos (PGL) e o Cais de Múltiplos
Usos (CMU). O início da operação
do Porto de SUAPE ocorreu em abril de 84,
quando foi realizado o primeiro embarque
de álcool, através do Pier
de Granéis Líquidos - PGL,
arrendado à Petrobras.
1987
Intensificadas as operações
naquele Pier, com a transferência
do Parque de Tancagem de Derivados de Petróleo,
até então localizado no Porto
do Recife.
1991
Entrou em operação o Cais
de Múltiplos Usos - CMU, movimentando
carga geral conteinerizada. Em fevereiro
de 91 foram estabelecidas, pela Secretaria
Nacional dos Transportes do então
Ministério da Infra-Estrutura, as
"Diretrizes da Política Nacional
dos Transportes", onde Suape foi incluído
entre os 11 portos prioritários do
Brasil, para os quais se deveriam direcionar
os recursos públicos federais de
investimento em infra-estrutura portuária,
o que começou a ocorrer no final
daquele exercício.
Suape deixou de ser um mero porto industrial
para se tornar um porto concentrador de
carga ("hub port") de uso público,
em função das grandes profundidades
junto à costa (-17 m a 1,2 km do
cordão de arrecifes).
1996
Em agosto de 96, o Porto de Suape foi incluído
entre os 42 empreendimentos do Programa
"Brasil em Ação"
do Governo Federal, recebendo recursos para
criar uma infra-estrutura para atração
de investimentos privados, tendo como objetivo
o desenvolvimento sócio-econômico
do Estado de Pernambuco. |
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1999
Concluiu-se a construção
da primeira etapa do Porto Interno (935
m de cais), com profundidades de até
15,5 metros, onde indústrias e empresas
de serviços portuários deverão
investir em suas próprias instalações,
ao longo das margens do canal interno.
2001
Iniciou-se a construção
da segunda etapa do Porto Interno com a
dragagem de mais 1 milhão e 300 mil
m³ estendendo o canal de navegação
em mais 450 m, onde será construído
o Cais 4 com 330 m.
2002
Para atender à expansão
da zona portuária e ao aumento significativo
da movimentação de cargas,
deu-se início à execução
da duplicação da avenida portuária,
com extensão de 4,4 km. Ainda para
atender às necessidades da expansão
da zona portuária, também
iniciou-se a construção do
1º Prédio da Central de Operações
Portuárias, que abrigará as
autoridades portuárias operantes
em Suape.
2003
O Porto de Suape recebe da Food
and Drug Administration (FDA), vinculada
ao governo norte-americano, um certificado
internacional que atesta o obedecimento
às medidas da lei contra o bioterrorismo.
2004
É inaugurado o Centro de
Treinamento do Complexo Industrial Portuário
de Suape, um empreendimento destinado aos
funcionários das empresas instaladas
no porto e aos moradores das comunidades
vizinhas ao local. Neste ano, também
são assinados protocolos de intenções
com a construtora Camargo Corrêa,
para a instalação de um estaleiro
no porto, e com o grupo argentino Arcor,
líder mundial na fabricação
de balas, para a instalação
de um parque com quatro fábricas
e de uma central de distribuição.
Em 2004, a Emplal, umas das três maiores
fabricantes de embalagens plásticas
por termoformagem do país, inaugurou
sua unidade no Complexo Industrial e Portuário.
Além disso, Suape captou três
investimentos industriais ao firmar convênios
com a PepsiCo, Refresco Guararapes e Condor.
Por fim, foi assinado convênio com
o grupo italiano M&G para a instalação
de um parque fabril com quatro plantas.
2005
O Governo de Pernambuco, o Governo
Federal e o Governo da Venezuela lançam
a pedra fundamental da Refinaria General
José Ignácio Abreu e Lima.
O empreendimento, resultado de um parceria
entre a Petrobras e a Petróleos da
Venezuela S.A. (PDVSA), terá capacidade
de processar 200 mil barris de petróleo
por dia. A refinaria exigirá um investimento
de US$ 2,5 bilhões e será
responsável por gerar cerca de 10
mil empregos durante a sua construção.
A unidade será a única do
país projetada para processar petróleo
pesado.
Como
parte das comemorações dos
27 anos de Suape, são inaugurados
o Centro de Operações Portuárias
(COP), que recebeu R$ 1,4 milhão,
e a duplicação e reforma da
Avenida Portuária, na qual foram
investidos R$ 20 milhões. O COP foi
criado para centralizar todos os órgãos
de operações portuárias,
facilitando os serviços e reduzindo
o tempo de atracamento dos navios.
2007
O Complexo Industrial Portuário de
Suape entra em uma nova fase de desenvolvimento.
No mês de janeiro, o presidente Luis
Inácio Lula da Silva assinou o contrato
entre a Transpetro, subsidiária da
Petrobrás, e o Estaleiro Atlântico
Sul, da Camargo Corrêa. A iniciativa
insere, definitivamente, o Porto de Suape
na reativação da indústria
naval brasileira.
As obras de terraplanagem do Estaleiro
começaram no início de fevereiro.
A estimativa é que a primeira embarcação
deve começar a ser construída
em março do próximo ano e
ficar pronta em 2010. No total, o Estaleiro
irá gerar 5 mil empregos diretos
e cerca 15 mil indiretos.
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